sábado, 25 de fevereiro de 2017

Ganhei o Troféu Angelo Agostini de Melhor Desenhista


Pois é, pessoal, faz tempo que não atualizo as coisas por aqui, mas queria deixar registrado esse acontecimento marcante na minha vida.

Em janeiro desse ano, recebi o Troféu Angelo Agostini na categoria de Melhor Desenhista pelo meu quadrinho Black Silence. Também descobri que fui a primeira quadrinista mulher a ganhar nesta categoria! Por isso, dedico este prêmio a todas as garotas e mulheres que algum dia desejaram fazer seu próprio quadrinho. Tenham fé, acreditem em si mesmas, porque é possível!




No vídeo abaixo eu coloquei o meu discurso na entrega do prêmio. Bom, eu estava super nervosa então não liguem pra minha gagueira haha! O vídeo ficou meio bugado numa parte, não sei o que aconteceu na hora de editar, mas enfim, quando fui ver já era tarde... de qualquer forma dá pra entender. xD




Muito obrigada pelo apoio de sempre! Vou tentar trazer mais postagens em breve, ok?


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Workshop de Experimentações em Aquarela no Sesc Campinas



Pessoal, no dia 15/01 a partir das 14h estarei no Sesc Campinas participando da programação do IlustrETA com um workshop de Experimentações em Aquarela! Vai ser um curso livre e bem descontraído, sem pré-requisito, então qualquer um pode participar. Quem quiser ir pra trocar uma ideia e colocar a mão na massa, estarei esperando por vocês! ;D

Ps. Irei fornecer alguns materiais como tinta, papel e pincéis, mas quem quiser pode levar seu próprio material.



segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Lançamento na Gibiteria



Obrigada a todos que puderam comparecer ao Lançamento aberto do Black Silence. Sempre bom conhecê-los! Um evento pra fechar com chave de ouro esse ano que foi um tanto quanto intenso.

É mais um ano que vai chegando ao fim, mais um ciclo que se fecha. 2016 foi cheio de fortes emoções! Sobrevivi a uma campanha no Catarse e terminei a produção de um quadrinho no meio de tantas outras responsabilidades e trabalhos na época. Surtei, mas venci. Pensei que depois do "Vidas" eu não seria mais capaz de criar mais nada relevante, mas o Black Silence foi um desses desafios que tira nosso chão, abala as estruturas, mas nos torna alguém mais forte. É difícil ser quadrinista, é difícil ser um contador de histórias, mas a cada conquista percebo que este é apenas o começo e que muitas histórias ainda estão por vir.

Para aqueles que me perguntaram se já tenho um projeto novo em vista, eu digo apenas uma coisa: nesse momento só consigo pensar nas merecidas FÉRIAS!! Hahahah! Mas sim, novos projetos virão ano que vem. ;)

Obrigada pelo carinho, paciência, compreensão, APOIO. Nada disso seria possível sem vocês

Um agradecimento especial a minha mãe, por ser meu porto seguro e nunca me deixar desistir. Ao Doug,​ por me aguentar durante todo o processo e por ser o editor que eu precisava.

Um ótimo final de ano pra vocês e nos vemos no ano que vem!!!
(Não sei se esse vai ser o último post do ano, mas já fica aqui minhas felicitações!)

Fiquem com mais fotinhos do evento:








Black Silence já está em Pré-Venda na minha loja online.


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Como foi a minha CCXP


Tudo começou quando descobri que tinha conseguido a mesa para o Artists' Alley na CCXP desse ano, junto com a Má Matiazi. Depois de ter perdido as inscrições do primeiro ano, e de ter sido recusada nas inscrições do ano passado, eu havia algo grande pra comemorar. Esse foi o momento em que decidi finalmente colocar o Black Silence para financiamento coletivo no Catarse, e eu acho que sem essa "motivação" a mais, talvez o Black Silence ainda não estivesse terminado. Talvez ele nunca fosse terminado. Essa possibilidade é um pouco assustadora, mas não deixa de ser verdade. Eu passei por muitos momentos de desânimo e a produção estava parada há bastante tempo (quem me acompanha deve lembrar disso). A questão é que desde aquele momento, as coisas deram muito certo pra mim de uma forma que - não vou negar - eu desejava que desse certo, mas no fundo, sempre ficava com medo de que pudesse não dar.



A realidade de um evento como esse é muito absurda. Mesmo depois de ter enviado todo o material pra gráfica, eu fiquei quase um mês só me preparando pro evento, produzindo material promocional, indo atrás de equipamentos, materiais e decoração pra mesa. E fazendo divulgação, muita. Eu tenho que dizer que, sem isso, talvez o resultado desse evento tivesse sido outro, sabe? Se a preparação pro evento foi trabalhosa, vocês não fazem ideia de como é cansativo o evento em si.

Pra começar, a São Paulo Expo (antiga Expo Imigrantes) fica no extremo oposto da onde eu moro, e o trajeto de ida e volta demorava mais ou menos 1:30. Agora some isso às 12h em que o evento fica ativo e nós ficamos nas mesas... durante 4 dias seguidos. Pois é, não foi fácil. Isso sem contar a dificuldade de acesso ao pavilhão, as tantas burocracias e à pouca assistência ao artista-expositor, que basicamente tem que fazer tudo sozinho e ainda arranjar tempo pra comer ou ir no banheiro. E o barulho absurdo dos palcos vizinhos? Quando não era show de rock, era o stand da Netflix tocando karaokê de 4 Non Blondes umas 6532648876 vezes. And I say heeeyy! What's going oonnn! até o fim dos tempos.



Deixando as dificuldades de lado, o evento foi uma surpresa muito boa. Levei um estoque considerável que eu acreditava ter uma boa margem de sobra, mas o estoque esgotou no domingo antes do evento acabar e isso me deixou super feliz. Muita gente já chegou na mesa conhecendo o quadrinho, ou através do meu canal ou por sugestão de sites especializados e até mesmo sugestão de outras pessoas. Foi uma recepção ótima, e agora me resta esperar pra ver o que as pessoas vão achar da história... xD


A Má também estava com um lançamento em quadrinho, o Morte Branca. Fizemos um poster bem bacana pra chamar a atenção e montamos a mesa toda na ideia do "preto-e-branco" e no sentimento trevoso que unia nossas duas histórias! Hahaha! E ela ainda fez um cosplay do personagem dela, que recebeu vários elogios e chamou bastante a atenção.


Agora me diz se ela não ficou assustadora?! O_O

Tenho que agradecer muito a ela por ter me ajudado a dar conta da mesa, porque o bagulho foi louco! A gente corria de um lado pro outro e mal tinha tempo de respirar. Comer era um luxo. Levamos muitos lanches de casa mas mesmo assim a gente precisava de algo que sustentasse pra ter forças até o fim do evento. Olhando agora, eu acho que teria feito muita coisa diferente. Teria chegado apenas depois do almoço, por exemplo, e teria revesado mais pra cada uma ter mais tempo de folga. Eu acabei ficando meio afobada pela quantidade de gente que acumulava na frente da mesa, tentando dar atenção a todos. Nos últimos dias, nós estávamos absurdamente exaustas e acabamos almoçando na mesa mesmo (revesando), e mesmo vendo que a gente tava com um lanche na mão, algumas pessoas insistiam em serem atendidas. Achei isso um pouco chato, porque no fim das contas, ainda somos humanos e precisamos de uma folga. Achei esse ritmo especialmente insano, e é uma coisa que todo mundo fala sobre a CCXP. Vai entender.


Tirando o cansaço, a melhor parte foi, com certeza, poder encontrar vocês, bater um papo (mesmo que rápido), tirar fotos, enfim, ter esse contato real. Por trás dessa tela temos apenas um vislumbre das pessoas que nos assistem, mas na maioria das vezes são apenas números, uma coisa meio abstrata. Poder conhecê-los e sentir de perto sua admiração é o melhor presente que pude ganhar nesses dias todos, então por isso eu agradeço.


Também fui convidada a participar do Space Jam "O crime do Teishouko Preto" uma espécie de HQ coletiva que conta com mais de 500 quadrinistas, cada um desenhando uma página que é a continuação da anterior. O Doug fez o roteiro e eu ilustrei! =D


E esse sketch aqui eu fiz no caderno do Daniel Esteves, que propôs pra gente "se desenhar cagando". Hahaha! Achei subversivo.


Do resto do evento, não vi quase nada, por falta de tempo mesmo. Dei uma volta no pavilhão e olha, gostei do que vi. Essa galera sabe o faz e não está mentindo quando diz que vai ser épico. Porque foi. Cheio de problemas? Sim. Mas ainda épico. Eu nunca vi nenhum evento desse porte na minha vida. No final das contas acho que Artist's Alley foi uma ótima experiência pra mim. Eu sei que o evento não é igual pra todo mundo, mas pra mim foi muito bom em diversos sentidos. Eu senti que estava fazendo algo grande, que estava representando pessoas, e sendo a inspiração para outras. Eu vi, ouvi e vivi coisas que vão me marcar pra sempre. Histórias de pessoas reais, que acreditam em mim de alguma forma. Isso é impagável. Para os próximos eventos, farei muitas coisas diferentes, pela minha própria saúde física e mental, mas eu precisava disso.


E esse foi o saldo da minha CCXP. Muitos quadrinhos ganhados, outros comprados, e ainda faltou coisa que eu acabei não achando por lá (o AA era absurdamente grande e confuso). Eu sempre priorizo material nacional, de preferência independente, porque o resto eu encontro em livrarias mesmo. É bastante coisa, mas sei que lerei tudo tão rápido que logo ficarei órfã novamente de eventos como esse ;_;


Lembrando que vai ter Lançamento aberto em SP:

Quando: Dia 17/12 a partir das 16h
Onde: Gibiteria (Praça Benedito Calixto, 158)

E o Black Silence já está em Pré-Venda na minha loja online.



terça-feira, 22 de novembro de 2016

A emoção do impresso



Quem faz quadrinho sabe como é emocionante quando a revista impressa finalmente chega! Não é por nada não, eu acredito muito no poder da internet e por isso todos meus quadrinhos estão disponíveis pra leitura online, mas nada supera a sensação de segurar a revista nas mãos, é como se todo o esforço e dedicação tivesse tomado uma forma real.

Depois do Vidas Imperfeitas, passei muito tempo tentando superar a história, tanto que precisei produzir mais uma edição pra poder colocar um ponto final nesse projeto e poder partir pro próximo. Então o Black Silence começou como uma necessidade de fazer algo novo e totalmente diferente do que eu estava acostumada a fazer. As revistas terem chegado significa muito pra mim, porque é a concretização de um projeto muito difícil, e eu agora finalmente sinto orgulho de te-lo terminado. Mais uma missão cumprida, quem diria!




No vídeo abaixo eu conto um pouco sobre a experiência de receber as revistas e vocês também vão poder dar uma bizoiada de como elas ficaram!




Como conseguir sua cópia de Black Silence?


Lançamento na CCXP 2016


Estarei todos os dias do evento no Artist's Alley, na MESA E26, vendendo meus quadrinhos, posters, prints, cartões postais, bottons, originais, e outros!



Lançamento aberto em SP

Quando: Dia 17/12 a partir das 16h
Onde: Gibiteria (Praça Benedito Calixto, 158)


Catarse

Apoiadores da campanha no Catarse poderão pegar comigo sua revista nestes dois eventos! Todos os apoiadores que não puderem buscar sua recompensa irão receber pelo correio.

Vendas Online

Quem não puder ir em nenhum dos eventos ou morar longe, vai poder adquirir sua cópia na minha loja online a partir de Janeiro.