quinta-feira, 8 de outubro de 2015

O que eu tenho a dizer sobre: ESTILO



Uma coisa que aprendi é que estilo é uma coisa que leva tempo, e cada um tem um processo diferente de "se encontrar". Digo isso porque quando entrei na faculdade, eu ainda usava as roupas da adolescência, roupas que não diziam nada sobre mim, ou sobre como eu me via no mundo. Pra ser sincera, naquela época eu não sabia nem como eu me via no mundo. A faculdade foi uma influência muito forte na minha vida, desconstruindo alguns [pré] conceitos e me mostrando que era possível ser outra coisa, ser diferente, ser eu.

Bom, uma coisa era certa, como estudante de faculdade eu não tinha grana pra montar um guarda-roupa do nada, então por mais que eu acompanhasse a moda, não dava pra ter tudo, então a mudança aconteceu mesmo aos poucos, conforme eu tinha grana pra comprar uma peça que eu achasse legal. Só um adendo: eu não compro roupas de marca. Não vejo sentido nenhum nisso. Pra dizer a verdade, não existe satisfação maior que conseguir uma roupa que eu quero por um preço incrível, nem que isso signifique comprar no Lojão do Brás. E tem quem pergunte "mas e a qualidade?". Acredite, a qualidade das roupas é igual ou melhor que comprando na Renner (aliás, parei de comprar na Renner por motivos de: uma blusinha de alcinha por 80 conto??? Sai pra lá).



Ok, meu sonho de consumo é comprar na Khelf sem sentir um rombo no bolso, pelo simples motivo que eu curto muito o estilo das roupas, mesmo elas sendo mais caras do que eu gostaria. Mas acho que tirando a Khelf, eu nunca sonhei ter uma roupa de marca. Pra mim, o estilo é mais importante.

Mas acho que além desse negócio de encontrar o próprio estilo, o que mais mudou mesmo foi a forma com que encaro meu corpo. Sabe quando você acha que só existe um jeito de se vestir, ou só tal coisa fica bom em você? Bom, isso aconteceu comigo com os sutiãs de bojo e com as calças de cintura baixa. Por ter pouco peito, sempre achei que eu tinha que "disfarçar" isso usando sutiãs de bojo, que muitas vezes ficavam sem preenchimento, eram desconfortáveis, e davam aquele aspecto tão não-natural pra mim. Só lembro que chegou em determinado momento que pensei: por que ainda faço isso? Então comecei a comprar sutiãs sem bojo, que a princípio me deixavam muito auto-conscientes da minha "falta de peito", mas depois desencanei e fui ser feliz. Sério, melhor decisão da vida. Hoje não penso mais que preciso disfarçar alguma coisa e passei a gostar mais do jeito que eu sou e a procurar roupas que valorizem o que eu tenho, e não que disfarcem qualidades que as pessoas enquadram como defeitos.



 Já o problema das calças deve ser o problema de toda brasileira, afinal, temos corpos tão diferentes, então como pode termos modelos e cortes tão limitados de calça jeans?! Acho isso um absurdo. A parte boa é que a indústria finalmente trouxe de volta as calças de cintura alta, que vamos ser sinceros, valoriza muito mais o corpo da mulher no geral. Então agora só compro calça e short de cintura alta, e isso, gente, faz uma diferença absurda!



Agora, não existe explicação pra uma pessoa gostar de roupa vintage. Eu gosto, me agrada, e eu acho que combina comigo. Mas não consigo deixar pra lá a questão do conforto. Prezo conforto acima de tudo. Se uma roupa é linda, mas me incomoda de alguma forma, deixarei de usá-la, com certeza.



Outro dia, saí na rua de chapéu. Long story short: sempre usei lente de contato mas fui obrigada a voltar a usar óculos de grau. Com isso, não posso usar óculos de sol na rua, e a claridade me incomoda muito. O chapéu além de proteger a cabeça também faz uma sombra no rosto, aliviando a minha visão. Pronto. Já tenho razões o bastante pra usar chapéu na rua, e eu poderia usar apenas por estilo mesmo, mas as pessoas ainda olham estranho, como se isso não fosse normal. Seja um chapéu, ou a ditadura do sutiã de bojo (que é 95% das opções da maioria das lojas de lingerie), ou deixando seu cabelo natural (libera a juba aê! ou não...) A questão é que não importa o que as pessoas acham, ou o que a indústria oferece, você pode ser você, ser feliz com sua roupa e seu corpo. Seu corpo, suas regras.



Lembra daquela roupas de surf que estavam na moda no começo dos anos 2000? Pois é, demorei pra conseguir me livrar daquilo tudo, das calças de cintura baixíssima, de barra rasgada de tanto pisar, e das blusinhas azul bebê e amarelo (deus, como odeio essa combinação! kkkk). Mas a melhor coisa é desapegar e dar tudo embora (botei tudo no enjoei), então só fica aquilo que realmente agrada, e hoje meu guarda-roupa é muito mais... eu. Gente, como amo essas calças "confy".


Pra finalizar, o que é estilo pra mim? É tudo aquilo que te faz feliz. Eu gosto de moda, acompanho muitos blogs e vez ou outra adiro a algumas tendências. Mas o melhor de tudo é que hoje em dia a moda é muito mais democrática e valoriza a individualidade como forma de expressão. E se eu tivesse que definir meu estilo, veja bem, não sou uma pessoa letrada em moda, mas eu diria "vintage confy com uma pegada basicona e toques de boho" HUAHAUAHAU. E você, qual seu estilo?
Comentários
6 Comentários

6 comentários:

  1. Onde comprou esse chapéu? preciso pelo mesmo motivo: uso óculos e o sol aqui tem torraaaaaaado rs, além de ser um acessório bem bonito.

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    1. Comprei na Forever 21! Lá tem muito acessório bacana =)

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  2. deixar de se importar com a opinião alheia, viver e se vestir pra nós mesmos é sem dúvida uma dádiva nos dias de hoje... aprecio posts como esse por essa razão, fico feliz que você tenha encontrado o seu "eu".

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    1. Oi Jezi, fico feliz que tenha gostado do meu post! Pra mim moda é pra ser feliz, descobrir novos jeitos de se vestir e se expressar x)

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  3. Ai, Mary, que legal! Não sabia que você também tinha blog. Vou vasculhar =D

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