terça-feira, 29 de setembro de 2015

5 sinais de que você está envelhecendo


Sempre me gabei da minha juventude, e achava que seria uma "das mais nova da família" pra sempre, até que meus primos com apenas 4 anos a menos que eu começaram a me chamar de "tia". Desde então tem sido só ladeira abaixo.

Às vezes me lembro de que no meu próximo aniversário deixarei de ter "vinte e poucos" para ter "vinte e muitos"... sou só eu ou a próxima vai ser a crise de meia-idade? Ok, estou exagerando, mas não estamos ficando mais novos também.

Com o passar dos anos e a idade avançando, tenho percebido algumas mudanças estranhas, dessas mudanças que você jurou que jamais aconteceria, porque é simplesmente anti-natural, e não consegue achar outra explicação pra isso a não ser que está ficando velho. A seguir listo algumas dessas coisas, e aposto que quem nasceu até 1990 deve se identificar com pelo menos alguma delas. Ou isso, ou você não desenvolveu o espírito de gente idosa que eu tenho hahaha.

1. Muito frio começa a incomodar

Eu costumava amar o frio. Adorava vestir uma tonelada de roupas fashion, porque só no inverno dava pra se vestir bem! Aqueles dias bem frios traziam o ápice do meu regozijamento (essa palavra existe?), porque pra dizer a verdade, o frio é muito mais agradável que aquele calorzão de ficar suando em bicas, vamos combinar. Mas nos últimos tempos, aqueles dias mais frios, em que faz menos de 12 graus, têm se tornado bastante irritantes. É difícil de sair da cama, é difícil trocar de roupa, é difícil trabalhar, é difícil tomar banho. Mãos e pés constantemente gelados... É tanto frio que o corpo dói e dói em lugares que você nem lembrava que existia ou de quando teve algum acidente (ai, meu cóccix!). Comecei a perceber essa irritação recente e que eu ficava mais felizinha em dias de sol e mais amenos. Só pode ser a velhice!

Vamos deitar feito dois jacarés e tomar sol na laje?

2. Chuva não é mais uma tarde boa pra ler um livro

Chover um dia é bom pra refrescar as coisas e devolver a umidade necessária pro ar, e convenhamos, minha rinite agradece. Uma chuvinha é boa até pra engatar algum livro ou série, mas três dias chovendo direto? Não dá, é pedir pra deprê bater. E se você tem uma vida social limitada como a minha, e chove no final de semana, então toda a interação que você vai ter em uma semana consiste em conversar com as baratas do sótão (isso se os gatos não as matarem antes).

Chuva boa pra ler um livro? Tô mais pra deitar em posição fetal e me perguntar o que diabos estou fazendo da minha própria vida?!!

3. Não pode comer "qualquer coisa"

Pra quem leu meu post anterior em que contei sobre a minha recente virose, sabe que comer não é brincadeira, e se o seu organismo já está fragilizado, qualquer coisa diferente que acontece pode te derrubar. Sem contar que naturalmente, comer comida mais pesada não cai bem, e recentemente até carne tem caído pesado. Estou diminuindo meu consumo de carne vermelha e a tendência é que eu vire vegetariana algum dia muito próximo.

Difícil mesmo vai ser dizer adeus pro Outback...

4. As pessoas não precisam gostar de você

Ok, essa é positiva. Depois de passar sua adolescência praticamente inteira numa busca incansável de ser aceito por pessoas que estavam cagando pra você, finalmente vem aquela realização de que: puta merda, ninguém precisa gostar de você. Nem mesmo seus pais, ou sua família, ou seus amigos. E que todos seus esforços em tentar ser aceito, fazendo alguma coisa que não quer fazer, ou que simplesmente não sendo você apenas o faz um grande idiota. Em algum momento você vai perceber que é mais feliz perto das pessoas que estão dispostas a te aceitar como você é e que irão perdoar suas falhas. Todo o resto vai embora. E então você percebe que, ao contrário do que acreditava, todas as outras pessoas não fazem diferença.

Essas 3 palavras viram seu mantra: NÃO SOU OBRIGADA. Vlw, flw.

5. Você cria menos ilusões e faz mais planos

Você tem 25 anos e não tem nada pra chamar de seu. Parece um pouco desesperador, principalmente quando lembra que na sua idade, seus pais estavam casando, construindo uma casa e tendo você e seu irmão. Como demoramos pra amadurecer! Talvez seja porque a realidade comece a ficar mais dura, e a vontade de ser independente seja maior, você precisa fazer planos, planos concretos. Aos poucos, você começa a realizar seus planos e as ilusões ficam pra lá.

Casamento, filhos, casa, carro... Alguém para esse ônibus que eu quero descer! (brinks... sqn)

E você, já sentiu o peso da idade?! Conta aí o que mudou! =)

Sobre como somos frágeis...


Nos últimos anos tive uns 3 casos de intoxicação alimentar que foram bem pontuais, coisa de um dia e passou, estava nova em folha. Mas semana passada eu peguei uma virose que me deixou de cama por uma semana inteira. Por "virose" pode-se entender qualquer coisa que aparentemente não tem explicação. A questão é que eu fiquei mal. Muito mal. No primeiro dia, fui pro hospital com sintomas graves de desidratação, como febre, tremores, falta de ar, taquicardia, enjôo. Não sei o que é pior, estar mal nesse estágio ou ter que esperar duas horas pra ser atendida no hospital, mesmo com a pulseira amarela. Tomei soro com alguns remédios e fui pra casa.

Achei que ficaria melhor como das outras vezes, mas a diarreia continuava lá, firme e forte, e continuou pelos próximos dias. No quarto dia, voltei pro hospital, visto que os sintomas continuavam e eu não conseguia comer quase nada desde então. O enjôo era feroz, e só de pensar em comida eu queria vomitar. Fiz um exame de sangue que logo mostrou alteração no fígado; fui direto pra infectologista do hospital, que por acaso, era um amor em pessoa! Ela foi super atenciosa, explicou o que estava acontecendo, pediu uma porrada de exames e me orientou. "Tome muita água, Mari. Mais de 2 litros por dias!". Tomei mais soro e fui pra casa.

Voltei pro hospital dois dias depois, como a médica havia pedido, porque ela queria me acompanhar de perto. Eu ainda estava mal, mas comecei a finalmente sentir alguns sinais de melhora. Tomei soro pela terceira vez, junto com remédios pra enjôo (nunca fiquei tão enjoada na minha vida, terrível!) e meu braço já estava ficando sem condições de tanta picada. Naquele mesmo dia pela manhã, eu havia tirado 6 ampolas de sangue para os testes laboratoriais.



"Moça, tem como pegar a veia em outro lugar?" e a moça ficou olhando meus dois braços com aquele band-aid redondinho sinalizando que eu já tinha picado os dois. "Tudo bem, eu só vou ter que pegar outra veia". Fiquei olhando enquanto ela furava mais uma vez meus gambitinhos (estou com hematomas bem feios até agora no lugar das picadas...).

Acho que foi nesse exato momento que eu comecei a pensar. Eu cheguei em casa com o braço todo furado, me perguntando quando isso ia terminar?! Fazia quase uma semana que tudo aquilo havia começado, e eu não estava comendo quase nada. Calculei ter emagrecido pelo menos uns 3kg nessa brincadeira. Os 3kg que eu lutei tanto pra conseguir durante meses. MESES. Era muito foco e academia. Bom, eu já falei sobre isso em algum lugar do passado, sobre ser "magra de ruim". Ser magra faz parte do meu tipo físico, é como meu organismo funciona. Nos últimos anos tenho lutado com meu peso, pois tive um histórico de doenças relativamente graves, e toda vez eu saía muito magra e tinha que recuperar o que perdi, recuperar minha saúde. Eu faço isso pela minha saúde, pois sou frágil e perco peso muito rápido. Toda vez que fico doente isso gera um ciclo interminável de doença/depressão/perda de peso. A academia foi a única desde que comecei a frequentar que quebrou esse ciclo e me manteve mais saudável por mais tempo, não só por fora mas por dentro.

E então PAH, isso acontece. Eu quis chorar (e chorei um pouquinho) pelos quilos perdidos e pelo esforço que sempre parece ser em vão. Mas então percebi que esses quilos não eram nada, que eu só queria ter vontade de comer de novo. Eu só queria me sentir bem de novo. Os quilos são recuperáveis, sempre. O importante mesmo era ter a minha saúde de volta pra então poder reclamar de todo o resto que não era importante. É só quando acontece algo nesse nível que você começa a perceber o quanto somos frágeis e como nossos problemas não são nada.

Uma das piores noites da minha vida ainda estava por vir, foi provavelmente uma das noites mais quentes do ano aqui em São Paulo, e decidi dormir na sala, que era onde estava "menos quente" aqui em casa. Eu tinha acabado de tomar o antibiótico que a infecto receitara naquele mesmo dia. Acho que eu estava muito fraca mesmo e tive algum efeito colateral por causa disso. Meu peito batia muito forte, era uma espécie de taquicardia. Aquilo me deixava tão aflita que não conseguia dormir. Tomei um dramin pra ver se ele me derrubava de vez, e nada. Eu suava e ao mesmo tempo sentia frio, e eu sentia a pulsação batendo fortíssimo a todo instante. Consegui cochilar algumas vezes, mas logo acordava, meio desesperada com a situação. Minha mãe ficou tão preocupada que mal dormiu essa noite. Eu confesso que também estava preocupada, achei que fosse morrer. Pode parecer drama, mas achei que eu pudesse ter algum piripaque ou desmaiar, mas aguentei firme e tentava ficar calma.

"Mãe, estou com medo de ficar sozinha em casa hoje". Minha mãe só acenou a cabeça e já ligou pro trabalho pra avisar que não iria naquele dia. Nesse dia me forcei a comer de uma forma que nem sei como consegui. Eu comia de pouquinho porque era o que eu conseguia, mas me forcei a comer a cada 1h, pra ir acostumando o estômago. Depois de uma sopa bem caprichada de carne e legumes que eu comecei a sentir menos fraqueza e a taquicardia melhorou. No final desse dia, depois de conseguir ter refeições decentes, eu estava finalmente me sentindo um pouco melhor. Era o melhor que eu me sentia desde que tudo começou, e eu quis agradecer aos céus, porque finalmente estava acabando.

Quando o resultado dos exames chegou, descobri que deu positivo pra um tal de "rotavírus". É só procurar no google que você fica meio assustado. É o tipo de coisa que mata criancinhas. Sério. Como peguei essa treta? Comida contaminada. E então você lembra de tudo o que comeu no dia anterior ao "acontecido" e cara... não vou voltar a comer fora tão cedo.

Eu não sei bem porque escrevi tudo isso, eu senti que precisava compartilhar isso com alguém, e afinal, criei o blog também pra poder desabafar. Algumas coisas acontecem na nossa vida pra gente começar a refletir sobre como a vive, de pequenas coisas que fazemos que tem consequências desastrosas. Afinal, eu precisava ter comido aquela mandioca frita no bar numa noite tão quente e abafada? (obs. tudo isso aconteceu numa semana insanamente quente aqui de sp). Eu nunca vou saber se foi realmente isso, porque passei a tarde na rua e só comi porcaria naquele dia, mas sei lá. Talvez eu deva pensar melhor sobre o que eu coloco pra dentro.

Pela quarta vez, lá ia eu pro hospital visitar a Dra. Camila, mas dessa vez, eu estava me sentindo tão bem que parecia mentira. Ela viu meus exames, disse que estava tudo melhor do que ela previra e só deu umas dicas de alimentação. A anemia que é muito comum depois de quadros como esses, eu não tinha, e nem mesmo perda de massa muscular significativa. Perguntei se poderia ser porque eu costumo fazer academia, e ela disse que com certeza isso ajudou muito. Finalmente uma boa notícia. "Você está de alta, srta Mariana" ela disse, sorrindo. Nunca vou me esquecer da Dra. Camila porque ela me tratou como gente, foi atenciosa, conversou comigo, me acalmou e me explicou tudo ao invés de só receitar remédios e me mandar pra casa. "Qualquer coisa, pode voltar que estarei aqui". Fiz questão de abraça-la e agradecê-la por tudo que havia feito por mim nessa situação tão extrema. Eu me sentia impotente mas tinha um profissional em quem podia confiar, e isso fez toda a diferença no final das contas.

Agora a vida continua, mas com muita academia e mais comida saudável, por favor.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Vem conhecer minha loja online!



Pra quem ainda não sabe, eu tenho uma lojinha online onde coloco a venda aquarelas originais, posters, meus quadrinhos, cartões-postais e outras coisinhas mais, tudo trabalho manual. Qual a vantagem de comprar na minha loja?! Além de poder apoiar meu trabalho diretamente, você recebe produtos exclusivos e/ou autografados por mim. Quem é artista ou almeja ser sabe como é difícil "sobreviver" (financeiramente falando) da sua arte, e esta é uma forma de me manter produzindo, de divulgar meu trabalho e acima de tudo, poder compartilhar o que eu faço com vocês! x)

Depois de ler tudo isso, você não vai dar um pulinho lá na loja?! Vai lá, olhar não arranca pedaço rss...

www.marycagninstore.iluria.com

Lembrando que também estou aberta a comissions de ilustrações, retratos, header para blogs, entre outros. É só pedir um orçamento por e-mail: marycagnin@gmail.com


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sábado, 26 de setembro de 2015

Meus materiais de desenho - CANETAS

Decidi montar um post bonitinho falando sobre... canetas!

Eu tenho tipo, uma mega coleção de canetas que vou comprando e testando, mas basicamente, uso as canetas nanquim descartáveis (as famosas "canetas técnicas") que se encontra em qualquer papelaria. Também gosto das canetas porosas, de ponta fina, principalmente da marca Stabilo (mancada minha que esqueci de colocar na hora de tirar as fotos, sorry!)

Primeiro, separei as canetas por tipos:

1. Tipos

Dividi minhas canetas nestes grupos principais, dos quais vou explicar melhor abaixo. As marcas variam muito (eu já testei muita coisa e estas são as minhas preferidas). Não tenham medo de arriscar mesmo em marcas como Bic ou Faber Castell, porque eles tem coisas bem legais que podemos aproveitar dependendo do resultado que queremos num desenho.

2. Nanquim/técnica


São básicas para finalização e desenhos. Tem várias espessuras (da mais fina 0,005mm a mais grossa). Marcas legais: Staedtler e Unipin (minha preferida!)

3. Canetas pincel



É tipo isso: elas são canetas mas são pincéis também! A ponta delas é molinha e tem formato de pincel, ou seja: dá pra criar diversas nuances de espessuras no traço. Bem legal para preencher espaços ou sombrear.
Essas da foto são tipo um kit da Faber Castell para canetas "de mangá". Não entendi a lógica deles porque o kit vem com canetas técnicas de espessuras diferentes e com canetas-pincel em escalas de cinza (foto).
Marcas: Faber Castell, Prismacolor, Tombow

4. Traçado


Aqui mostrei o traçado que os diferentes tipos de caneta fazem. A Unipin tem um traço reto e uniforme. O marcador Bic tem o traço uniforme e grosso. A caneta pincel prismacolor e a caneta pincel Tombow tem bastante nuance de traço e espessura, com a única diferente da espessura do pincel.

5. Transparência


Nesse exemplo, coloquei a Posca que é bem concentrada e cobre o papel totalmente de preto, diferente da hidrográfica da Faber que tem mais transparência e permite sobreposições. O marcador permanente não é tão consistente quanto a posca e nem oferece um preto "tão preto" LoL

É isso!

Pra terminar, aqui vai um vídeo em que falo sobre as minhas canetas!




**Esse post foi originalmente publicado no meu blog Vidas Imperfeitas**

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Meu trabalho como ilustradora em evento

Comecei nesse ano a participar de alguns eventos como ilustradora, que é diferente de "caricaturista" porque os clientes estavam buscando um traço mais realista, refinado e fashion. Desenvolvi um estilo que fosse prático, porque afinal, cada desenho não poderia levar mais de 10 ou 15 minutos, mas que ao mesmo tempo tivesse um charme. Pratiquei bastante em casa fazendo retratos usando fotos de referência, mas confesso que desenhar pessoas ao vivo é bem diferente!

o estilo é simples com grafite e detalhes em aquarela
O negócio de trabalhar em evento é ter que trabalhar num ambiente que não é seu próprio espaço, é público, então o seu conforto e sua concentração podem ser comprometidas por esses detalhes. E para alguém que passa a maior parte do tempo lidando apenas com o computador, lidar com pessoas também é um desafio, porque elas tem expectativas, elas se mexem, elas fazem perguntas. Você precisa atendê-las da melhor forma possível, mas precisa fazer o trabalho num tempo hábil.

Minha primeira experiência foi no evento Promenade Chandon, que aconteceu no Shopping Cidade Jardim. Pra começar, esse shopping só tem acesso pra quem chega de carro! Achei isso um absurdo da acessibilidade urbana, mas ok, lá fomos nós... Eu ficaria lá apenas 4h, mas estava bastante nervosa e descobri que ficaria numa dessas mesinhas de jardim, que são cheia de arabescos e vazadas, contando com a cadeira. Ou seja, não estava nada ergonômico e isso ferrou as minhas costas. No começo estava tranquilo, mas teve uma hora que as pessoas começaram a fazer fila, o que me deixou um pouco aflita porque eu queria atender todo mundo, mas depois percebi que não adiantava nada ficar nervosa ou estressada com isso, pois isso só tirava meu foco do que precisava ser feito. Enfim, coisas de gente ansiosa.

No fim das contas, fiquei bem feliz com o resultado dos retratos, achei que o feedback das pessoas num geral foi positivo e elas se reconheciam nos desenhos, o que era mais importante. Meu medo era que as pessoas não ficassem parecidas...



Neste mês estou participando do Tiffany's Bridal Month, onde todos os dias tem algum tipo de ação nas lojas da Tiffany, incluindo as ilustrações, mas fiquei sabendo que também tem um de fazer buquês, de caligrafia e degustação de champagne.

Eu confesso que nunca tinha entrado numa loja da Tiffany na vida e fiquei me sentindo meio Bonequinha de luxo hahaha. Lá é outro universo, sabe. É uma coisa louca. Você vê gente saindo da loja com um anel de 100k como se não fosse nada. Mas por ser dentro de uma loja, o ambiente é infinitamente mais tranquilo do que foi o Promenade. Lá eu estava no corredor do shopping, tinha barulho, música alta, muita gente passando, a pressão foi maior. Na Tiffany eu tenho uma mesa grande e uma cadeira estofada bem confortável. Também tenho mais tempo pra me dedicar a cada desenho porque os clientes ficam entretidos na loja enquanto eu trabalho.

Aqui vão alguns exemplos dos trabalhos que fiz na Tiffany até agora.











Pra terminar, aqui vai um vídeo que fiz pra "treinar" desenhar retratos em no máximo 10 minutos ;D
 

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Uma viagem incrível para Machu Picchu



Faz mais de um mês que voltei do Peru, mas acho que é legal contar um pouco dessa aventura que fizemos pelas terras incas.

Pra começar, tenho que dizer que decidimos fazer essa viagem num esquema "semi-mochilão". A gente não queria fazer toda a rota de chegada pela Bolívia, passando pelo trem da morte (ick), porque seria uma viagem de mais ou menos 5 dias até chegar lá, pegando ônibus de até 14h de viagem. Enfim, treta. Então decidimos ter um pouco mais de conforto e ir e voltar de avião, direto para Cusco. Mas não planejamos muito mais que isso.



Reservamos o hostel em Cusco e compramos as entradas para Machu Picchu, bem como as passagens de trem - o único transporte possível entre Cusco e Machu Picchu, ou pelo menos a gente ACHAVA que fosse. Ao longo da viagem fomos descobrindo que sempre existia um jeito MELHOR e MAIS BARATO de fazer praticamente TUDO, mas é claro que esse jeito não era amplamente divulgado e você só descobria chegando lá e conversando com as pessoas. Ou seja, se você planejou a viagem, por medo, é claro, de ir até o Peru e não conseguir entrar em Machu Picchu, e comprou tudo antes... bom, amigo, você se ferrou bonito. Quer dizer, pelo menos pagou 5x mais caro do que poderia ter saído algumas coisas.

Mas tudo bem. A viagem saiu mais cara do que planejávamos, mas nada que não pudesse ser resolvido, afinal, já tínhamos esse dinheiro reservado pra não passar nenhum perrengue. E acredite, é muito fácil passar perrengue no Peru. A gente foi meio louco em algumas coisas, do tipo não reservar um hostel em Aguas Calientes, que é o "pueblo" que fica no pé da montanha da cidade de Machu Picchu. É de lá que começa a subida pra cidade sagrada. Bom, resumindo, a gente fez tudo errado.







Cusco é linda! Quer dizer, o centro histórico. Assim que cheguei, pensei "nossa, como essa cidade é marrom!". Você olhava e era tudo marrom... talvez fosse a época do ano, inverno, tals. O primeiro choque de realidade é ver a pobreza da cidade, a cidade que fica fora do campo de visão do turista, do caminho do aeroporto até o centro histórico. Não a toa para todos os lados vemos vendedores ambulantes, gente te abordando a cada passo que dá... A cidade inteira vive do turismo. Não se assuste se algum nativo sair correndo atrás de você pedindo por "propina" porque eles sabem identificar quando você tira fotos deles e eles pedem dinheiro por isso.





O que dizer do mal de altitude? Você acha que já vai chegar se afogando na própria saliva, mas o negócio demora umas horas pra bater, e quando bate... Os sintomas são variados mas vai desde falta de ar, tontura, pressão baixa, a enjôos e vômito. Eu tive tudo menos a parte do vômito, e tomei uns cházim de coca pra ver se melhorava. Mesmo passando os sintomas no dia seguinte, era impossível andar na cidade sem sentir aquela faltinha de ar básica (ainda mais porque nosso hostel ficava no topo de uma ladeira...).











No dia seguinte, partimos para o Valle Sagrado, que é um passeio que você faz durante um dia inteiro visitando as cidades sagradas do império Inca. Adorei o passeio pelas paisagens maravilhosas, sério. Nunca vi nada igual. Montanhas e mais montanhas, tão altas que não dava pra colocar numa foto inteira. E o rio que passava por entre elas... durante todo esse tempo fiquei imaginando uma trilha sonora na minha cabeça (depois vocês podem checar tudo no vídeo que vou colocar no final do post).












Pegamos o trem em Ollamtaytambo, depois de um dia inteiro entre ruínas. Chegamos em Aguas Calientes de noite, de trem, cansados, cheios de areia, e sem reserva de hostel.
Parecia uma boa ideia, afinal lemos em muitos sites que a cidade era abarrotada de hostel e o melhor era escolher na hora, ver se tinha água quente e algum conforto nos quartos. Mas tava tarde e os hostels estavam lotados. Era o fim da alta temporada. O estresse bateu, mas conseguimos um hostel de ultima hora. No dia seguinte, descobrimos que a maioria das pessoas subia pra MP antes das 6h da manhã, era 8h e a gente estava indo pra fila... parecia uma cidade fantasma, não tinha mais ninguém. Pegamos o ônibus que levava a galera pra cima, e enfim, chegamos em Machu Picchu.






Olha, era alta temporada, o guia disse que chegava a subir de 5 a 6 mil pessoas por dia. O tour com o guia levou menos de 2h, foi tudo corrido, não dava tempo nem de tirar foto. Estava um sol de torrar e não tinha espaço pra ficar, de tanta gente. Fiquei pensando comigo mesma "cadê o famoso espírito dos incas???". Sei lá, acho que o negócio ficou tão turístico que perdeu o encanto. Eles estão mais preocupados em arrancar dinheiro de turista mesmo... Não comemos nada lá porque um lanche qualquer não saia por menos de 30 soles (lembrando que na época que viajamos, o real estava valendo menos que o sol peruano, acredite se quiser! Estava mais ou menos 1 para 0,75).

Não ficamos muito tempo em MP, e descemos logo que vimos a fila do ônibus ficar cada vez maior. A gente estava cansado pra caramba, com fome e estressado pela quantidade de gente e fila pra tudo. Talvez essa seja uma viagem para fazer em baixa temporada, porque em Agosto, sem condição. Você passa muito tempo estressado e não curte muito o lugar.





Fizemos outro erro em calcular nossa volta para o dia seguinte, ou seja, teríamos mais um dia em Aguas Calientes, uma cidade que não tem absolutamente nada pra fazer e fica isolada num vale. Nada chega lá, a não ser um trem que leva e busca as pessoas. A questão era, o que fazer com um dia inteiro em nossas mãos? As montanhas altíssimas praticamente cercam a cidade, dando essa sensação de opressão. O tédio também era nosso inimigo. Tive a ideia brilhante de fazer a trilha de subida pra MP, que é o caminho alternativo pra quem vai pra cidade. A gente subiria e desceria, apenas pela aventura, e assim o fizemos. Subimos a trilha de mais de mil metros, e muitas, muitas escadas mesmo. Mas foi lindo. A paisagem era maravilhosa. Pode parecer meio idiota, mas achei que essa trilha que fez valer nossa viagem. Gente, se forem pra MP, FAÇAM A TRILHA.




Voltamos para Cusco para mais 3 dias e decidimos turistar mais um pouco. Começamos indo numa ruína muito próxima, o Sacsayhuaman, da onde podemos ver a cidade inteira de cima!





E também fomos fazer compras no mercado de San Pedro, que é um mercado local, onde você pode comprar TUDO mais barato que em outros lugares, desde roupas, gorros, bolsas, sapatos, enfeites, cacarecos, e comida... Muita comida estranha e, meu Deus, como a parte de comida tinha coisas bizarras e anti-higiênicas >_<...





Sim, um feto de lhama mumificado!!!

Bom, e aí pra fechar com chave de ouro, no ultimo dia de viagem eu comi algo estragado (provavelmente um ovo... nunca comam ovos fora de casa, man...) e tive a maior intoxicação alimentar da história. Era vômito e piriri até o fim dos tempos. Fiquei com medo de dar ruim durante o vôo de volta e tomei um desses remédios pra diarréia, que por acaso foi a pior decisão que já tomei. Chegamos no aeroporto e descobrimos que TCHARAM, nosso vôo tinha sido cancelado (!!!!) e que só tinha outro no dia seguinte. Levaram a gente pra um hotel mega chique, e eu tomei um banho de banheira porque né, eu tava merecendo a aquela altura do campeonato. Ainda estava mal, não conseguia comer, parecia que tinha algo entalado na garganta. Forcei a janta o máximo que pude, pra não ficar muito fraca, e depois botei tudo pra fora. Aí me toquei que a coisa ruim ainda tava presa dentro de mim e o remédio pra vômito tava mantendo ela ali. Mas isso foi libertador. Voltei nova em folha, pronta pra o que fosse.

Moral da história: NUNCA comam ovo nem nada cru ou suspeito, por favor.

Tá, falando de hostel agora. Eu nunca tinha ficado num hostel antes desse ano, na minha viagem pra Bonito/MS, e gostei muito da experiência. Você encontra alguns com mais estrutura por um preço razoável, sem ter que gastar uma fortuna em hotéis e nem dormir em alguma espelunca por aí. Em Cusco, ficamos no Hostel Loki, que eu recomendo. Ele é conhecido por ser super "jovem" então tem bar e baladinha a noite, pá, essa coisa de gente jovem (que vocês sabem que eu não sou - sou velha por dentro, mas tá bom, eu curti um pouco hahaha). Senti falta mesmo de um café da manhã incluso. Como boa brasileira eu queria um pão na chapa e um café com leite de manhã, mas a gente resolveu isso fazendo mercado. Em Aguas Calientes a gente ficou no Hostel Pirwa, que tem um chuveiro ótimo com água quente (acredite, isso faz diferença, ainda mais em Cusco que faz 0 graus de noite no inverno!!).

Outra coisa, durante a viagem, fiz um diário ilustrado, que vocês podem conferir na íntegra aqui:




E vocês podem adquirir a versão física do diário na minha loja virtual.

Bom, acho que é isso. Vejam abaixo o vídeo da viagem e sintam de pertinho como tudo aconteceu. Não se esqueçam de deixar comentário! x)




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Vidas Imperfeitas EXTRA disponível para leitura online!



Essa é a capa da edição EXTRA de Vidas Imperfeitas que estava pronta desde Janeiro mas que está sem previsão de lançamento. Tive um retorno da HQM e pelo jeito as coisas estão pretas pras editoras, principalmente as pequenas, e com sorte a versão física vai sair ainda esse ano, mas sem certeza. Enquanto isso, decidi disponibilizar a edição pra leitura online, de forma gratuita. Todo mundo sabe que não ganho a vida sendo quadrinista, e que o que ganho com as vendas de revistas é meramente simbólico, infelizmente. O mais importante aqui é que minhas histórias alcancem o maior número possível de leitores e se espalhe por aí. Esse sempre foi meu objetivo: ser lida.

Pra quem não sabe, o Vidas, como foi carinhosamente apelidado, foi inicialmente publicado de forma independente em 6 volumes de 35 páginas cada. A HQM publicou a série inteira em 3 volumes (1 volume da HQM para cada 2 volumes originais). A série é fechada, mas eu decidi desenhar alguns "extras" que foram compilados nessa nova edição. São pequenas histórias que acontecem a parte do arco original. Dá pra entender tudo sem ter lido as primeiras, mas pra um melhor entendimento recomendo a leitura de todos, assim você entende o universo e os personagens.

Então aqui vai a edição extra:




E vocês podem encontrar TODOS meus quadrinhos para leitura online AQUI.

Não se esqueçam de deixar comentários! É sério, o feedback de vocês é muito importante pra mim! x)

Aproveito pra deixar aqui o vídeo em que falo dos meus quadrinhos pra leitura online:




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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Materiais básicos de Aquarela



Olá, pessoal! Estou de volta!

Depois de um longo e tenebroso inverno sem atualizar o blog, eu decidi fazer umas mudanças nele e voltar a postar aqui! Pra começar, o URL do blog mudou para www.marycagnin.com ui, ela tem um domínio internacional agora! Mas não se preocupem que ele redireciona do url antigo! Também dei uma organizada no menu lateral, adicionei caixa de comentários do facebook nas postagens, entre outros detalhezinhos. Por favor, deixem feedback do que acharam do layout, se as informações estão claras, enfim... escrevam o que acham, se falta alguma coisa ou se tem algo que pode melhorar.

Agora vamos ao que interessa...

Como muita gente me pergunta sobre aquarela, principalmente pra iniciante, decidi gravar um vídeo falando um pouco sobre os principais materiais de aquarela que você vai precisar pra começar a pintar. Se tiverem dúvidas, deixem nos comentários ;)