segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Lançamento na Gibiteria



Obrigada a todos que puderam comparecer ao Lançamento aberto do Black Silence. Sempre bom conhecê-los! Um evento pra fechar com chave de ouro esse ano que foi um tanto quanto intenso.

É mais um ano que vai chegando ao fim, mais um ciclo que se fecha. 2016 foi cheio de fortes emoções! Sobrevivi a uma campanha no Catarse e terminei a produção de um quadrinho no meio de tantas outras responsabilidades e trabalhos na época. Surtei, mas venci. Pensei que depois do "Vidas" eu não seria mais capaz de criar mais nada relevante, mas o Black Silence foi um desses desafios que tira nosso chão, abala as estruturas, mas nos torna alguém mais forte. É difícil ser quadrinista, é difícil ser um contador de histórias, mas a cada conquista percebo que este é apenas o começo e que muitas histórias ainda estão por vir.

Para aqueles que me perguntaram se já tenho um projeto novo em vista, eu digo apenas uma coisa: nesse momento só consigo pensar nas merecidas FÉRIAS!! Hahahah! Mas sim, novos projetos virão ano que vem. ;)

Obrigada pelo carinho, paciência, compreensão, APOIO. Nada disso seria possível sem vocês

Um agradecimento especial a minha mãe, por ser meu porto seguro e nunca me deixar desistir. Ao Doug,​ por me aguentar durante todo o processo e por ser o editor que eu precisava.

Um ótimo final de ano pra vocês e nos vemos no ano que vem!!!
(Não sei se esse vai ser o último post do ano, mas já fica aqui minhas felicitações!)

Fiquem com mais fotinhos do evento:








Black Silence já está em Pré-Venda na minha loja online.


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Como foi a minha CCXP


Tudo começou quando descobri que tinha conseguido a mesa para o Artists' Alley na CCXP desse ano, junto com a Má Matiazi. Depois de ter perdido as inscrições do primeiro ano, e de ter sido recusada nas inscrições do ano passado, eu havia algo grande pra comemorar. Esse foi o momento em que decidi finalmente colocar o Black Silence para financiamento coletivo no Catarse, e eu acho que sem essa "motivação" a mais, talvez o Black Silence ainda não estivesse terminado. Talvez ele nunca fosse terminado. Essa possibilidade é um pouco assustadora, mas não deixa de ser verdade. Eu passei por muitos momentos de desânimo e a produção estava parada há bastante tempo (quem me acompanha deve lembrar disso). A questão é que desde aquele momento, as coisas deram muito certo pra mim de uma forma que - não vou negar - eu desejava que desse certo, mas no fundo, sempre ficava com medo de que pudesse não dar.



A realidade de um evento como esse é muito absurda. Mesmo depois de ter enviado todo o material pra gráfica, eu fiquei quase um mês só me preparando pro evento, produzindo material promocional, indo atrás de equipamentos, materiais e decoração pra mesa. E fazendo divulgação, muita. Eu tenho que dizer que, sem isso, talvez o resultado desse evento tivesse sido outro, sabe? Se a preparação pro evento foi trabalhosa, vocês não fazem ideia de como é cansativo o evento em si.

Pra começar, a São Paulo Expo (antiga Expo Imigrantes) fica no extremo oposto da onde eu moro, e o trajeto de ida e volta demorava mais ou menos 1:30. Agora some isso às 12h em que o evento fica ativo e nós ficamos nas mesas... durante 4 dias seguidos. Pois é, não foi fácil. Isso sem contar a dificuldade de acesso ao pavilhão, as tantas burocracias e à pouca assistência ao artista-expositor, que basicamente tem que fazer tudo sozinho e ainda arranjar tempo pra comer ou ir no banheiro. E o barulho absurdo dos palcos vizinhos? Quando não era show de rock, era o stand da Netflix tocando karaokê de 4 Non Blondes umas 6532648876 vezes. And I say heeeyy! What's going oonnn! até o fim dos tempos.



Deixando as dificuldades de lado, o evento foi uma surpresa muito boa. Levei um estoque considerável que eu acreditava ter uma boa margem de sobra, mas o estoque esgotou no domingo antes do evento acabar e isso me deixou super feliz. Muita gente já chegou na mesa conhecendo o quadrinho, ou através do meu canal ou por sugestão de sites especializados e até mesmo sugestão de outras pessoas. Foi uma recepção ótima, e agora me resta esperar pra ver o que as pessoas vão achar da história... xD


A Má também estava com um lançamento em quadrinho, o Morte Branca. Fizemos um poster bem bacana pra chamar a atenção e montamos a mesa toda na ideia do "preto-e-branco" e no sentimento trevoso que unia nossas duas histórias! Hahaha! E ela ainda fez um cosplay do personagem dela, que recebeu vários elogios e chamou bastante a atenção.


Agora me diz se ela não ficou assustadora?! O_O

Tenho que agradecer muito a ela por ter me ajudado a dar conta da mesa, porque o bagulho foi louco! A gente corria de um lado pro outro e mal tinha tempo de respirar. Comer era um luxo. Levamos muitos lanches de casa mas mesmo assim a gente precisava de algo que sustentasse pra ter forças até o fim do evento. Olhando agora, eu acho que teria feito muita coisa diferente. Teria chegado apenas depois do almoço, por exemplo, e teria revesado mais pra cada uma ter mais tempo de folga. Eu acabei ficando meio afobada pela quantidade de gente que acumulava na frente da mesa, tentando dar atenção a todos. Nos últimos dias, nós estávamos absurdamente exaustas e acabamos almoçando na mesa mesmo (revesando), e mesmo vendo que a gente tava com um lanche na mão, algumas pessoas insistiam em serem atendidas. Achei isso um pouco chato, porque no fim das contas, ainda somos humanos e precisamos de uma folga. Achei esse ritmo especialmente insano, e é uma coisa que todo mundo fala sobre a CCXP. Vai entender.


Tirando o cansaço, a melhor parte foi, com certeza, poder encontrar vocês, bater um papo (mesmo que rápido), tirar fotos, enfim, ter esse contato real. Por trás dessa tela temos apenas um vislumbre das pessoas que nos assistem, mas na maioria das vezes são apenas números, uma coisa meio abstrata. Poder conhecê-los e sentir de perto sua admiração é o melhor presente que pude ganhar nesses dias todos, então por isso eu agradeço.


Também fui convidada a participar do Space Jam "O crime do Teishouko Preto" uma espécie de HQ coletiva que conta com mais de 500 quadrinistas, cada um desenhando uma página que é a continuação da anterior. O Doug fez o roteiro e eu ilustrei! =D


E esse sketch aqui eu fiz no caderno do Daniel Esteves, que propôs pra gente "se desenhar cagando". Hahaha! Achei subversivo.


Do resto do evento, não vi quase nada, por falta de tempo mesmo. Dei uma volta no pavilhão e olha, gostei do que vi. Essa galera sabe o faz e não está mentindo quando diz que vai ser épico. Porque foi. Cheio de problemas? Sim. Mas ainda épico. Eu nunca vi nenhum evento desse porte na minha vida. No final das contas acho que Artist's Alley foi uma ótima experiência pra mim. Eu sei que o evento não é igual pra todo mundo, mas pra mim foi muito bom em diversos sentidos. Eu senti que estava fazendo algo grande, que estava representando pessoas, e sendo a inspiração para outras. Eu vi, ouvi e vivi coisas que vão me marcar pra sempre. Histórias de pessoas reais, que acreditam em mim de alguma forma. Isso é impagável. Para os próximos eventos, farei muitas coisas diferentes, pela minha própria saúde física e mental, mas eu precisava disso.


E esse foi o saldo da minha CCXP. Muitos quadrinhos ganhados, outros comprados, e ainda faltou coisa que eu acabei não achando por lá (o AA era absurdamente grande e confuso). Eu sempre priorizo material nacional, de preferência independente, porque o resto eu encontro em livrarias mesmo. É bastante coisa, mas sei que lerei tudo tão rápido que logo ficarei órfã novamente de eventos como esse ;_;


Lembrando que vai ter Lançamento aberto em SP:

Quando: Dia 17/12 a partir das 16h
Onde: Gibiteria (Praça Benedito Calixto, 158)

E o Black Silence já está em Pré-Venda na minha loja online.



terça-feira, 22 de novembro de 2016

A emoção do impresso



Quem faz quadrinho sabe como é emocionante quando a revista impressa finalmente chega! Não é por nada não, eu acredito muito no poder da internet e por isso todos meus quadrinhos estão disponíveis pra leitura online, mas nada supera a sensação de segurar a revista nas mãos, é como se todo o esforço e dedicação tivesse tomado uma forma real.

Depois do Vidas Imperfeitas, passei muito tempo tentando superar a história, tanto que precisei produzir mais uma edição pra poder colocar um ponto final nesse projeto e poder partir pro próximo. Então o Black Silence começou como uma necessidade de fazer algo novo e totalmente diferente do que eu estava acostumada a fazer. As revistas terem chegado significa muito pra mim, porque é a concretização de um projeto muito difícil, e eu agora finalmente sinto orgulho de te-lo terminado. Mais uma missão cumprida, quem diria!




No vídeo abaixo eu conto um pouco sobre a experiência de receber as revistas e vocês também vão poder dar uma bizoiada de como elas ficaram!




Como conseguir sua cópia de Black Silence?


Lançamento na CCXP 2016


Estarei todos os dias do evento no Artist's Alley, na MESA E26, vendendo meus quadrinhos, posters, prints, cartões postais, bottons, originais, e outros!



Lançamento aberto em SP

Quando: Dia 17/12 a partir das 16h
Onde: Gibiteria (Praça Benedito Calixto, 158)


Catarse

Apoiadores da campanha no Catarse poderão pegar comigo sua revista nestes dois eventos! Todos os apoiadores que não puderem buscar sua recompensa irão receber pelo correio.

Vendas Online

Quem não puder ir em nenhum dos eventos ou morar longe, vai poder adquirir sua cópia na minha loja online a partir de Janeiro.



quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Concurso Carro dos Sonhos da Toyota


Pessoal, notícia super hiper mara pra vocês!

Fiz algum mistério lá nas minhas redes sociais sobre algumas gravações que estavam sendo feitas aqui em casa. E agora posso contar pra vocês o que era!!! Fui convidada pela Toyota pra ser embaixadora do concurso de desenho Carro dos Sonhos da Toyota! As gravações faziam parte do vídeo institucional da campanha de divulgação, que eu gravei junto com o Bruno Lima, do canal Walker Desenhos, e com a ganhadora do concurso do ano passado.

Cara, essa foi uma das experiências mais incríveis que eu tive a oportunidade de participar, porque eu fui atriz por um dia, decorando falas e gravando ao som de "luz, câmera, ação!". Tenho que agradecer a toda a equipe maravilhosa e super profissional que me dirigiu e editou o vídeo, porque ficou lindão!

"O Concurso de Arte Carro dos Sonhos Toyota é um concurso cultural e artístico promovido pela Toyota, com o objetivo de estimular a criatividade de crianças e adolescentes entre 04 e 15 anos de idade, trabalhando o tema de educação no trânsito e fortalecendo o relacionamento entre a Toyota do Brasil, sua rede de concessionárias e as comunidades onde estão inseridas."
Como vocês viram, é um concurso para crianças e adolescentes, entre 4 e 15 anos. Mas não fiquem tristes caso sejam mais velhos, chamem o irmão mais novo, os primos, enfim... os prêmios são muito legais, e os participantes concorrem a uma viagem para o JAPÃO!

Confira o vídeo em que participei:




Ficou curioso? Então saiba como participar clicando AQUI.


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sábado, 8 de outubro de 2016

Inktober Semana #1

Ano passado, larguei o Inktober pela metade. Acabei desanimando, e sem ideias do que desenhar todos os dias. Mas esse ano estou seguindo uma lista de temas e tenho começado meu dia "aquecendo" com o Inktober, o que tem sido ótimo, e acho que conseguirei chegar ao fim dessa vez.

Pra quem estava se perguntando que lista do Inktober estou seguindo, não, não é a lista oficial do Jake Parker. Eu e mais as ilustradoras lindas do Art Studio criamos nossa própria lista de temas pra nos desafiar a fazer coisas diferentes. Todos podem seguir esta lista, a única regra é, caso seguirem, usem a hashtag #InkStudioGirls pra divulgar nas redes sociais! =)


E agora vamos as artes da primeira semana!


1. Passagem de Livro


 2. Cena de filme


3. Cenário futurista 


4. Um lugar do passado


5. Ao estilo de outro artista (escolhi Toulouse-Lautrec ❤)


6. Abstracionismo


7. Pontilhismo


Deu tempo até de gravar um vídeo com o tema do dia 4:




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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Porque a internet está me deixando doente



Neste momento, faltam exatas 6 páginas a serem desenhadas do Black Silence para finalmente terminar o quadrinho. E cá estava eu pensando sobre todas as coisas que andam me fazendo mal nos últimos tempos. Já faz alguns meses que comecei a sentir muito forte uma crise que estava muito ligada à internet. Primeiro, alguns casos de cópia e plágio que eu nunca me senti confortável pra falar abertamente, apesar de já ter tocado no assunto antes por aqui. Eu nunca falei sobre isso porque acredito que certos assuntos rendem mais se a gente transformá-lo em algo produtivo, sem contar que às vezes isso dá ainda mais ibope pros "infratores". E se você me perguntar porque nunca denunciei e toda essa parada, eu sinceramente não sei responder, acho que eu não queria comprar essa briga. E na época parecia satisfatório lidar com isso criando uma certa onda de conscientização.

Devo dizer que, apesar de estar de certa forma tentando superar a situação, a verdade é que aquilo tudo estava deixando muitas marcas. Comecei a sentir que nada que eu produzia parecia ser bom o suficiente, sempre "parecia com alguma coisa" que já existia na internet, e as constantes comparações e comentários escrotos não ajudam. Veja bem, eu recebo muito comentário legal, positivo, construtivo. Se for pra botar na balança, eles são sempre a maioria. Mas o problema mesmo é o poder de destruição dos comentários negativos, e eles aumentam todos os dias. Eu achei que depois de anos desde a publicação dos meus primeiros quadrinhos, eu já estaria acostumada com tudo isso, mas parece que tudo hoje tem um efeito diferente sobre mim, um efeito tóxico.

A internet, ou melhor, as redes sociais se tornaram aos poucos tóxicas pra mim, pessoal e profissionalmente. Eu já não me sento mais feliz fazendo coisas que antes me faziam feliz. Eu já não estou mais vendo sentido em muita coisa que antes parecia ser tão certo pra mim. E mesmo assim, continuei fazendo o que fazia, sempre com aquela sensação estranha de que tinha algo errado, mas eu não tinha tempo pra pensar sobre isso ou descobrir o porque aquilo estava acontecendo. Eu apenas segui a maré.

Eu estava trabalhando excessivamente. Fazia semanas que eu não tinha um final de semana livre. E eu não vou reclamar, em época de crise e instabilidade, isso é ótimo principalmente pra um freela. Mas ninguém é de ferro e eu comecei a ficar muito exausta. A campanha do Catarse ainda estava rolando, e aquele estresse todo, devo dizer, começou a me deixar maluca. Era muita coisa ao mesmo tempo, o medo do fracasso e a responsabilidade dos meus freelas diários... eu precisava fazer alguma coisa. Assim que a campanha terminou, e eu tinha um quadrinho pra finalizar, parecia o momento certo.

Comecei a me desligar aos poucos, começando por desligar todas as notificações que ficavam pipocando o tempo todo, depois parei de responder comentários com a mesma frequência (hoje eu tiro algumas horas por semana pra fazer isso, sempre com um critério). Parecia um gesto simples, mas que fez MUITA diferença no meu cotidiano. Não foi uma decisão fácil, pois como freela meu trabalho depende da internet e de fazer divulgação.

Então eu simplesmente parei de entrar no facebook e rolar pela TL. Ninguém merece todo aquele chorume diário, e aquela sensação recorrente de que a vida de todo mundo é melhor que a sua. Atualizo o Instagram as vezes, na esperança de que este pequeno contato com meus seguidores me traga algo de bom. Decidi me focar no Youtube até me dar conta que nem mesmo o Youtube "minha última esperança" parecia estar funcionando bem pra mim. Tudo parece uma grande competição pra ver quem tem mais seguidores, mais visualizações, quem é melhor e mais legal e mais tudo. Pode ser que seja só eu, mas é isso o que eu sinto agora. O que antes me fazia feliz, que era produzir conteúdo pra ajudar as pessoas, que EU SEI o quanto é importante pra mim e pras pessoas, não, nem isso... As coisas pararam de fazer sentido pra mim, e isso é um tanto quanto desesperador.

Não sei quando exatamente isso aconteceu, mas sei onde começou a ficar claro pra mim. E eu estou cansada, não quero mais continuar fazendo as coisas do jeito que fazia mesmo porque nem forças eu tenho pra continuar. Muita coisa mudou, eu me afastei de tudo isso, e hoje consigo respirar um pouco mais aliviada, mas ainda me sinto triste pelo vazio estranho que se instalou no lugar das minhas antigas aspirações. E eu tenho visto mais pessoas, a maioria também produtores de conteúdo, que se sentem do mesmo jeito. É como se algo na internet tivesse morrido. E agora sinto essa necessidade de me reconectar com "o mundo real", os encontros com pessoas reais, família, amigos, tudo que de fato importa e é essencial.

Eu sei que é preciso aprender a usar a internet de forma sadia, mas eu ainda não sei exatamente o que isso quer dizer, ou qual o caminho. Eu ainda amo o que eu criei, meu canal que cresceu tanto, e todas as pessoas que ajudaram a tornar meus sonhos realidade. Eu sou eternamente grata a isso. O problema é que esta é apenas a ponta do iceberg, e eu me sinto numa armadilha, pois muitas vezes quero me distanciar por completo, mas existe uma força, um medo que me mantém refém da internet. Não importa o que eu faça ou pra onde vá, a internet é como uma sombra me dizendo que, sem ela, eu nem sequer exista.


sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Jogo do Adivinha feat. Apure Guria

A Angie (Apure Guria) passou aqui por São Paulo e aproveitamos pra gravar alguns vídeos pros nossos canais. A Angie também tem um site em que fala sobre viagens, com altas dicas pra quem quer viajar barato e/ou fazendo mochilão.

Pro meu canal, gravamos um jogo do Adivinha usando o app "Head's Up!" que simula aquele jogo que cada um coloca uma carta na testa e tem que adivinhar quem é. Foi bem divertido! xD





E pro canal da Angie fizemos um jogo de Mímica com pontos turísticos e é claro que eu sou uma lástima pra essas coisas, mas bora lá me ver pagar micão xD





Não se esqueçam de se inscrever no meu canal e no canal Apure Guria! ;D


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domingo, 4 de setembro de 2016

O que aconteceu nos últimos tempos

Oi pessoal, tudo bem?

Pois é, a minha campanha no Catarse finalmente terminou e pra dizer a verdade não sei nem como começar direito esse post. Fiquei muito tempo sem postar nada (por falta de tempo e motivação) e aconteceu muita coisa nesse mesmo tempo, mas vamos lá:


Participei do 2º Encontro Lady's Comics e foi maravilhoso!



Em Julho rolou o encontro Lady's Comics e eu fui convidada a participar como palestrante na mesa sobre Ficção Científica! Foi massa demais conhecer outras autoras de sci-fi e o bate-papo foi muito produtivo, foram levantadas questões muito pertinentes. O evento em si foi ótimo, com palestras incríveis, mas o mais legal mesmo foi poder conhecer pessoalmente algumas artistas que eu já acompanhava e também poder rever outras! Voltei renovada e com ainda mais vontade de continuar produzindo quadrinhos! x)

Confiram abaixo o vídeo que eu fiz do evento:



Black Silence foi financiado!



Depois de uma campanha intensa e de uma montanha russa de emoções, conseguimos não só atingir a meta como conseguimos uma meta estendida! Ou seja: a revista vai sair bem completa, com vários EXTRAS! Aproveito pra agradecer novamente a todos que me apoiaram, seja financeiramente, seja divulgando por aí. Sério, é incrível poder sentir o carinho das pessoas pelo meu trabalho, e fico feliz por terem apostado em algo completamente novo. Quanto à produção, já fechei o segundo capítulo e estou entrando na fase final, e já cheguei numa parte da história que está sendo muito, digamos, emocionante de fazer. É quando as coisas começam a ficar tensas e tal, e tem sido tão legal de produzir. Fazer quadrinhos é treta, é solitário, dá um trabalho do cão, mas apesar de tudo umas coisas compensam outras, sabe.

Leia aqui a matéria sensacional que o Judão fez sobre o Black Silence!


Ressaca pós-Catarse


Quem já se envolveu com Catarse deve saber que é um período tenso. É preciso trabalhar basicamente todos os dias pra preparar material de divulgação, conversar com as pessoas, pensar em novas formas de atingir o público, etc. Tudo isso demanda muito tempo e dedicação, então chega no final você está fisicamente e mentalmente esgotado. Querendo ou não eu passava muito tempo "online" e isso diminuía a minha produtividade. Lembrando que além de trabalhar na campanha em si, eu também estava produzindo a HQ e precisava me dedicar aos meus freelas, que não pararam. Chegou determinado momento que eu parei de postar no blog, de produzir vídeos pro youtube ou qualquer coisa que não fosse Catarse. As ideias até apareciam, mas eu me sentia culpada por pensar em fazer outra coisa a não ser cuidar pra que eu atingisse a meta. Devo dizer que isso deixa a gente meio maluco. Foi por causa disso e também da minha frustração com as redes sociais em si, que eu decidi me afastar um pouco da internet, ou mais especificamente das redes sociais. Eu preciso desse tempo longe de tudo pra focar naquilo que importa, e também pra terminar o quadrinho. Eu acho que pra mim o buraco tem sido mais fundo que isso, mas quem sabe outro dia eu fale mais sobre todas essas coisas. A questão é que ficarei afastada por um tempo, e só responderei comentários e inbox quando voltar, de preferência renovada e com muito mais motivação pra fazer tudo que eu amo (eu espero).


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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Bate-papo ao vivo: Publicando Quadrinhos



Eu sei, eu sei, ando muito sumida. Queria ter tido inspiração pra postar mais aqui, mas a produção do Black Silence (fora os freelas) tem tomado muito do meu tempo. Mas hoje vim dar uma notícia legal! Às 20h, estarei num livestream lá no meu canal falando sobre Publicação de Quadrinhos! Irei responder as perguntas que vocês deixarem lá e falarei mais sobre minha experiência com produção e publicação de quadrinhos. Vocês podem conferir a live no vídeo aí de baixo. E pra deixar comentários ou perguntas, acessem o vídeo direto do próprio Youtube, ok? (basta clicar no título do vídeo abaixo).

Espero por vocês!




Não se esqueça de apoiar minha campanha no Catarse! Faltam apenas 7 dias!!!

quarta-feira, 27 de julho de 2016

O que rolou em uma semana de Catarse

Já faz um tempo que eu apoio quadrinhos no Catarse, e apesar de acompanhar a campanha de alguns amigos próximos, eu acho que só dá pra entender mesmo a loucura de um financiamento coletivo quando você cria um próprio. E eu vou te dizer que já esperava esse sentimento de ansiedade, mas é mais difícil quando você tem que vivenciar de fato essa montanha russa emocional toda.

Flyer que deixei na loja Ilustrarquia, aqui em SP!
Hoje passei na loja de um amigo meu, a Ilustrarquia, pra deixar alguns flyers que imprimi pra divulgar a minha campanha por aí. A ideia é conseguir ainda passar em outras lojas especializadas em quadrinhos daqui de SP, mas ainda não tive tempo essa semana. Negócio é que eu tento não pensar muito na campanha, nem ficar entrando muito lá na página de apoios do Catarse, mas ao mesmo tempo preciso cumprir uma cota de divulgação diária pra manter o bonde andando, e fora isso, ainda estou trabalhando na produção das páginas e nos eventuais freelas que aparecem.

E também este final de semana estou indo pra BH participar como convidada do 2º Encontro Lady's Comics, onde participarei de uma mesa sobre ficção científica! Quem puder comparecer vai me conhecer e levar um flyer de brinde, ok? 

Agora, sobre a campanha no Catarse:

Diariamente, estou postando conteúdo lá no grupo do facebook, desde sneak peeks, a vídeos e perfil dos personagens. Como eu ando na correria e tenho que literalmente escolher uma rede social pra fazer divulgação, estou fazendo por lá, ok?

Recompensas Miolito: Como vocês devem ter lido no projeto da campanha, algumas das recompensas vão acontecer em parceria com a Miolito, uma marca que produz sketchbooks 100% artesanais. A Cajila e o Felipe, donos da marca, tem um cuidado incrível com tudo o que produzem, por isso confio muito no trabalho deles. Segue abaixo duas artes de capa que serão impressas no Kit de Journals, recompensa que pode ser adquirida no apoio "THE COMANDER" a partir de R$200.


Perfil dos Personagens: Eu decidi fazer algo diferente, em forma de relatos de personagens próximos (ou não) deles, de forma que fica um perfil mais pessoal, e também unilateral. Desta forma, eu como autora me isento de tomar um partido e deixo nas mãos dos leitores - vocês! - tirarem suas próprias conclusões sobre eles. Além disso, o texto também serve como complemento, entregando um pouco do contexto da história, que não necessariamente vai aparecer no arco original.


"A comandante Ubuntu é dessas pessoas que quando entra no recinto, todos ficam em silêncio. Talvez seja algo em seu olhar, de alguém que já viu e viveu coisas demais, que cai sobre nós como o peso de um julgamento. A sua reputação anda atrás de si como uma armadura blindada e é assim como eu a vejo: uma fortaleza. A primeira vez que servi em seu comando, ela me fez chorar como um garotinho que se perdeu dos pais. Depois daquele dia percebi que era disso que eu mais precisava. Ela me tornou o homem que eu precisava ser dentro daquela corporação, e por isso, sou eternamente grato."



Relato do soldado R.Y. 18 de setembro de 2107.






"Ele era jovem demais quando o encontrei após um dos atentados a Milão. Ele estava deitado em seu berço, em meio aos escombros, estava todo coberto pelas cinzas. Então o levei para casa e cuidei dele desde então. Seus pais era grandes amigos meus, mas não sobreviveram. Mas Lucas sempre fora uma criança esperta e já sabia que nada mais seria como antes. Ele seguiu meus passos e se tornou um cientista brilhante, talvez até mesmo brilhante demais para seu próprio bem, trabalhando para o governo. Ele sempre questionou tudo, e sempre teve, hum... uma alma livre. Às vezes temo que algo pior possa acontecer com ele, e ainda assim, não posso impedi-lo de ser quem ele é ou de viver do jeito que acredita, mesmo em tempos como estes. Ele é bom e curioso. O que seria da ciência sem isso?"


Relato falado de Anthony Caldin, Doutor em Botânica Aplicada, 8 dias antes de sua morte por leucemia.


E hoje, saiu um vídeo em que comento sobre meu processo de criação do Black Silence, do roteiro até o desenho, com algumas imagens e demonstrações:



Pra finalizar, um speedpainting de um processo de finalização de uma página da história:







Curtiu? Então compartilhe com seus amigos pra me ajudar a tornar esse projeto real!



segunda-feira, 18 de julho de 2016

Apoie Black Silence no Catarse!



Pois é, aconteceu.

Venho falando do Black Silence há muito tempo, pra não dizer anos, e depois de alguns hiatos na sua produção, eu já tinha comentado aqui que voltei a produzir com força total pra poder lançar até o CCXP desse ano. Então coloquei o projeto pra financiamento coletivo no Catarse, e gente, a campanha está fresquinha, acabou de ser lançada hoje!

O Projeto

Este quadrinho é minha primeira obra de ficção científica, e é ambientada num futuro distópico pós-apocalíptico. A história foca no drama psicológico dos personagens e contém um pouco de tudo que eu gosto: drama, suspense e até mesmo uma pitada de terror. A história é fechada em um volume único, dividido em três capítulos.

Se ficou interessado na história, é possível ler o primeiro capítulo online (leia aqui)

O que é Catarse?

Catarse é uma plataforma de financiamento coletivo. Na campanha Tudo ou Nada, irei receber o valor arrecadado APENAS se atingir a meta inicial da campanha. Você pode colaborar com qualquer valor e escolher um dos pacotes com recompensas especiais para colaborador/apoiador.

Confira o projeto completo e saiba como apoiar AQUI.

Não se esqueçam de compartilhar com os amigos e me ajudar a tornar este projeto real! x)


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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Bate-papo coletivo sobre Processo Criativo

Confira o bate-papo sobre processo criativo com as ilustradoras e Youtubers Ana Blue, Lidiane Dutra, Isabella Pessoa, Larissa Ayumi e Bell Mityshu​ amanhã, dia 28/06/2016 as 20H. Vocês podem conferir a transmissão abaixo:




Vocês podem deixar perguntas na página do evento, pois iremos responder algumas delas ao vivo! (também é possível acompanhar a transmissão por lá ou pelo meu canal)

Conheça o canal das participantes:

Ana Blue: https://www.youtube.com/user/blog9dadesasolta

Lidiane Dutra: https://www.youtube.com/user/DutraLidy

Isabella Pessoa: https://www.youtube.com/user/bellagpessoa

Larissa Ayumi: https://www.youtube.com/user/KooriinWonderland

Bell Mityshu: https://www.youtube.com/user/BellMityshu01


segunda-feira, 13 de junho de 2016

Agenda de Cursos [Junho/Julho]


Oi pessoal, segue a agenda de cursos online para Junho e Julho. Para o semestre que vem estou com algumas novidades que irei divulgar em breve, então fiquem ligados.


WORKSHOP DE AQUARELA PARA INICIANTES
Esse é pra quem tem pouca ou nenhuma experiência com aquarela! Iremos praticar muito e pegar confiança na técnica. Não tem pré-requisitos.

Datas: 29/06/2016 e 30/06/2016
Hora: das 19h as 21h




WORKSHOP DE RETRATO EM AQUARELA
Pra quem já mexe com aquarela, mas tem dificuldade, dúvida ou receio em usar a técnica. É preciso ter algum conhecimento de desenho e aquarela, mas se tiver dúvida é só mandar um email.

Datas: 13/07/2016 e 14/07/2016
Hora: das 19h as 21h


Saiba mais sobre os cursos aqui ou mande um email para marycagninstore@gmail.com

Obs. quem se inscrever nos dois cursos, tem 5% de desconto lá na loja! =D

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Novidades

Pois é, sei que ando sumida do blog ultimamente, mas eu queria aproveitar pra fazer um post falando das últimas novidades, explicar meu sumiço, e que provavelmente postarei menos por aqui. Mas isso não quer dizer uma coisa ruim, apenas que eu terei menos tempo para focar nas redes sociais, e sim, produzir... produzir muito!

Esse ano, estarei com mesa no CCPX

Isso mesmo, esse ano consegui as famigeradas mesas do Artist Alley, e estarei lá todos os dias do evento vendendo meus quadrinhos, posters, etc. Me inscrevi junto com a Má Matiazi, que é escritora e também estará com um quadrinho por lá! E agora você me pergunta... Vai ter lançamento?



A resposta é sim: Black Silence!

Lembra do Black Silence? Bom, eu fiz um post sobre ele aqui e você pode ler o primeiro capítulo online aqui. Fiquei meses parada sem conseguir produzir nada, mas essa notícia do CCXP me deu aquele gás pra finalmente terminar esta HQ e poder lançá-la no evento. E tem mais: "Black Silence" estará em breve aberto para financiamente coletivo no Catarse, e tem previsão para ser lançado em novembro de 2016.

Como alguns devem saber, fazer uma campanha no Catarse é um negócio complicado e que dá bastante trabalho. Além de ter que organizar toda a campanha, preparar material de divulgação, ainda preciso terminar as páginas do quadrinho, ou seja: dormir pra que, né, minha gente?! Mas por incrível que pareça, eu estou super animada com isso, e disposta a fazer de tudo pra trazer pra vocês um quadrinho novo, lindo e cheiroso. Depois de 3 anos. 3 anos desde que Vidas Imperfeitas acabou.



E ainda em tempo:

Estou participando do evento online (e gratuito!) de quadrinho, o CONAHQ, e minha palestra vai ser nesse domingo, dia 12/06 as 20h. Meu tema vai ser: Personagens femininas nos quadrinhos: como fugir dos esteriótipos. Não percam, pois preparei essa palestra com muito carinho pra vocês! Pra assistir, basta se inscrever gratuitamente aqui.




Garotas produzindo ficção científica?!

Em julho, estarei participando também do 2º Encontro Lady's Comics, em BH, que vai acontecer em parceria com o FIQ! Lá vou falar sobre, acreditem se quiser: FICÇÃO CIENTÍFICA! Antes de todo o lance do Black Silence começar eu nunca me considerei fã assídua do gênero, apesar de gostar bastante. Creio que com essa experiência de produzir algo que saia fora da zona de conforto, vai ser legal compartilhar com vocês tudo o que eu aprendi, tanto sobre esse novo universo, quanto sobre meu próprio processo criativo. Leia mais sobre o evento aqui.

Fico muito feliz por poder fazer parte desses eventos, é sempre tão bom compartilhar com vocês minha experiência, trocar ideias, e fazer parte de algo maior que eu. Essa é a minha contribuição para o meio dos quadrinhos, e espero que possa inspirar cada vez mais artistas a seguirem seu caminho sem medo.

Nos vemos em algum desse lugares, hein? Esse ano vai ser intenso.


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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Resenha do livro "Como eu era antes de você"


Já fazia algum tempo que eu estava em crise, não conseguia ler nenhum livro inteiro desde o final do ano passado. Na verdade, desde que comecei a trabalhar como freela, tenho lido cada vez menos, e isso tem me deixado um pouco triste. Não conseguia me envolver com nada, nenhuma história parecia interessante, era como se eu já tivesse lido algo parecido, ou simplesmente não conseguia avançar na leitura por falta de interesse. Bem, eu gosto de ler romances e dramas, mas tenho certa dificuldade em encontrar boas histórias que fujam da temática adolescente ou dos clichês das comédias românticas. E eu preciso sempre de algo mexa comigo, que me tire do chão e me faça sentir alguma coisa. Meus livros preferidos são tragédias de certa forma, tirando algumas excessões. As pessoas no geral estão buscando um final feliz pra que possam fugir da vida real, mas eu nunca me conformei com um final "felizes para sempre" e estes no geral são os que me deixam mais frustrada, por serem justamente o que se espera de um romance.

Depois de ter passado pela frustrante experiência de ler um livro de 600 páginas sendo que vivi 599 páginas de agonia extrema, pra na ultima página, os personagens finalmente terem o seu "felizes para sempre". Eu ainda me lembro da dor que foi estar chegando perto do final e nada ter se resolvido, e eu meio que já estava adivinhando o que ia acontecer.

Curiosamente, meu interesse por "Como eu era antes de você" se deu após assistir o trailer do filme e pensei: PRECISO LER ESSE LIVRO. Aproveitei que estava indo viajar e ficaria muitas horas no ônibus para tentar uma nova leitura. O livro me fisgou logo de cara, e é muito fácil se indentificar com Lou, a personagem principal, afinal todos nós já nos perguntamos alguma vez: minha vida vai ser só isso? Ela vive como se estivesse numa inércia, numa vidinha medíocre e sem grandes ambições. E então acontecem coisas, ou pessoas, que nos dão uma nova perspectiva sobre tudo, e é assim que ela conhece o Will, um homem de 35 anos que ficou tetraplégico após um trágico acidente. Ele, que era um cara extremamente ativo, que vivia a vida ao máximo, não conseguia superar a perda de tudo que um dia ele foi e dava significado pra sua vida. Logo de cara nós somos apresentados pra essas situações extremas, onde o que consideramos certo e errado se torna uma coisa nebulosa. Eu fico imaginando como seria não poder mais desenhar, e essa possibilidade é uma das coisas mais tenebrosas que sou capaz de imaginar pra mim.

A narração é extremamente sensível, e a forma como os personagens se envolvem e transformam um ao outro te fazem mergulhar na história de tal forma que era como se mais nada existisse ao redor. Eu estava esperando algo que me tirasse do chão e o que eu ganhei foi um abalo sísmico. É impossível não ler e não se devastar, não chorar litros mesmo depois de terminar o livro - só de lembrar dele o olho já dá aquela embaçada. O melhor de tudo é que eu não conseguia adivinhar qual seria o final, o que foi ótimo, pois ele me surpreendeu. Foi aquele tipo de "final digno" que te faz sentir satisfeito, como se um ciclo tivesse chegado ao fim, mesmo que ele tenha partido meu coração em mil pedaços. Talvez ainda passarei alguns dias pensando sobre tudo o que esse livro quer dizer, e o que significa pra mim, e afinal, gosto desse tipo de livro que te faz sair da zona de conforto e repensar várias coisas sobre sua própria vida. E ao mesmo tempo, me inspira também a produzir. Esse livro com certeza vai pro meu hall de livros favoritos, e vai ficar pertinho de "Desejo e Reparação".

Algumas pessoas me perguntaram se valia a pena ler, e acho que depende do que você espera de um livro. E você pode amar ou odiar, mas eu realmente acho que é impossível ler sem se sentir tocado por ele de alguma forma.

Estou esperando ansiosamente pelo filme que vai estrear agora em junho, com a Daenerys (lol) e o lindo do Sam Claflin. \o/

terça-feira, 24 de maio de 2016

Por que é tão difícil começar?



Há alguns dias eu postei nas minhas redes para que vocês pudessem deixar perguntas a serem respondidas por mim em vídeo, da série "Pergunte pra Mary". Desde as outras edições, as perguntas que mais recebo são sobre como começar na carreira artística, como lidar com os medos, receios e a pressão da família. Esse é um assunto que abordo com frequência nos meus vídeos e também aqui no blog porque eu também já passei por tudo isso e gostaria ter tido algum aconselhamento na época. Eu tenho a sensação de que por mais que eu fale sobre isso, a dúvida sempre persiste, e eu acho que ela sempre vai pairar sobre nós como uma enorme névoa de medo, inseguras e ideias distorcidas sobre o que é ser artista nos dias de hoje.

Vale a pena dizer aqui que tudo bem ter dúvidas. Esta é uma coisa normal para jovens e até mesmo para adultos (na verdade estando mais perto dos 30 eu percebo que ter mais dúvidas que certezas é mais saudável pra gente) então não devemos deixar a dúvida nos mortificar e nos impedir de tomar decisões, mesmo que elas fujam completamente do que é esperado de nós. Eu não estou aqui para te convencer a "ser artista" ou trabalhar com arte (apesar de ser imensamente feliz pela influência positiva que tenho sido pra alguns de vocês) o importante mesmo é que vocês saibam o que é trabalhar com arte e o que isso implica.

Eu não estou aqui para responder todas as suas perguntas, afinal, não consigo nem mesmo responder as minhas. Eu posso dizer sobre as coisas que vivi, que experienciei, e que vi colegas de profissão vivendo também, e eu já disse aqui algumas vezes: não existe uma só fórmula, um só caminho.

Não se apegue à ideia romantizada de ser artista

Parece um sonho (só que não). Para alguns a vida ideal seria viver de sua arte, fazendo o que mais ama no mundo, e ainda por cima ganhando dinheiro com isso. Quem aí não queria ter um mecenas não é mesmo? Mas esse mundo não é um mar de rosas, e essa é uma profissão como qualquer outra (isso vale para as profissões artísticas ou criativas). Você terá deveres e responsabilidades, se tiver uma empresa terá de arcar com as finanças e também fazer todo o seu merchan para conseguir novos clientes (entre outras coisas chatas). Não é regra, mas no geral, você terá tanto momentos bons quanto ruins, e você deve estar preparado pra isso. Mas as pessoas estão tão acostumadas com aquela ideia romantizada que ser artista é uma coisa linda (ou coisa de vagabundo, né? vai saber) que esquece que existe um universo de coisas por trás.

Ninguém pode escolher por você

Na faculdade tive uma amiga muito apegada a família, que escolhia "junto com os pais" quais seriam suas decisões, seja pra fazer algum curso e até mesmo em vagas de emprego. Eu sempre questionei essa atitude, porque eu sempre fui muito independentona, sabe? Se eu resolvia alguma coisa, ninguém me fazia mudar de ideia. Mas essa minha teimosia quase ingênua já me fez quebrar a cara muitas vezes, o que é bom, porque também me preparou de certa forma pra vida adulta. E eu não estou dizendo que não peço conselhos nem ajuda de ninguém, porque acho importante ouvir a opinião de outras pessoas "que estão enxergando de fora". Por vezes, acatei a um conselho mesmo que um pouco a contragosto, mas sabendo que era a melhor decisão, e em outros momentos bati o pé e fiz as coisas do meu jeito, na hora que eu senti que deveria fazer. Eu não sabia se era a melhor decisão, mas fiz do mesmo jeito. E eu não me arrependo de nada. A opinião de familiares e amigos sempre vai ser um peso sobre nós, mas ele não deve ser o único peso, faça aquilo na qual acredita e que você se sente confiante em fazer. Mesmo que isso seja contrariar todos que você conhece. Lembre-se que quem vai arcar com as consequências de suas decisões é você e mais ninguém.

Eu vou morrer de fome?

Ok, vamos ser sinceros, todo mundo já pensou isso alguma vez enquanto escolhia o que fazer da vida, principalmente quando envolvia suas vontades artísticas. O mais engraçado é que para as profissões mais tradicionais, aquelas cujas carreiras são mais, digamos, "garantidas", as pessoas não se perguntam isso. A verdade é que não tem como saber se você será um profissional bem-sucedido independente da carreira que escolher. O resultado depende única e exclusivamente de você. Ser artista também envolve estudar muito, montar um currículo bacana, ir atrás de contatos profissionais, e muitas vezes envolve também trabalhar numa empresa (mas não necessariamente isso!) afinal é preciso começar em algum lugar. É possível ter tanto uma carreira sólida e estável quanto uma carreira mais livre como freelancer. Eu estaria mentindo se dissesse que as oportunidades são as mesmas, pois a arte é muito desvalorizada no geral. Além de trabalhar para o mercado editorial, de games ou mercado publicitário, existem artistas ganhando dinheiro nas mais variadas plataformas: Youtube, Patreon, Loja online, Cursos online... A gente literalmente inventa novas formas de sobreviver quando é preciso, é sério. E um bom merchan ajuda pra caramba, #fikadik. E de novo, eu não poderia dizer se vai dar certo, porque as possibilidades e os caminhos são muitos, e você precisa estar preparado para fazer a coisa rolar, porque a resposta não vai simplesmente cair no seu colo!

Se você tem interesse nessa questão, pode fazer o curso da Clau Souza, que visa ajudar e dar uma luz para os aspirantes a ilustrador! Eu não tive a oportunidade de fazer ainda, mas conheço quem fez e é super recomendado ;)

Agora confira minhas respostas do Pergunte pra Mary:




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segunda-feira, 16 de maio de 2016

CONAHQ | I Congresso Nacional Online sobre Histórias em Quadrinhos



Hoje a notícia é legal pois estarei participando de um congresso de quadrinhos online, o CONAHQ, que é totalmente gratuito e trás grandes nomes do quadrinho nacional. Estou feliz de poder fazer parte deste grupo e poder contar um pouquinho mais sobre minha experiência e, quem sabe, ajudá-los nesse caminho árduo porém muito gratificante que é fazer quadrinhos!

Jã aviso que escolhi um tema mara, que tem muito a ver com o universo que costumo trabalhar nas minhas histórias, e que sempre permeou tudo o que eu faço. Curiosamente, na semana passada fui convidada pela Feira Kraft pra participar de uma mesa de bate-papo que também foi muito maravilhosa e teve tudo a ver com a palestra que eu já tinha gravado pro Congresso. Além disso, as meninas lindas do Lady's Comics me convidaram pro 2º Encontro Lady's Comics, que vai acontecer no final de julho, mas falo mais sobre isso depois!  E aí, ficaram curiosos?! Corram pra se inscrever e não perder nada hein!! xD

Pra se inscrever no evento basta acessar o site, lembrando que é totalmente gratuito, mas quem quiser ter acesso a todas as palestras futuramente vai poder adquirir o ingresso Premium. Mais informações em breve.

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sábado, 14 de maio de 2016

Parceria Doppia Vestuário

Vim aqui anunciar mais uma parceria bem bacana pra vocês! Trata-se da marca Doppia, criada pela Marina Maiochi. Ela me mandou essa jaqueta de moletom super lindão e estruturado, que foi amor a primeira vista. Como vocês já devem saber, apoio a produção artesanal bem como o "slow fashion" e apoio como posso.

Eu estava querendo um modelo "college" já faz um tempo, e achei esse bem diferente. Falando de qualidade, eu gostei muito do material, é macio, confortável e quentinho, mas ao mesmo tempo elegante. A costura também é impecável e a Marina faz as encomendas sob medida, o que é um ponto positivo.

Para os meus seguidores: ao comprar na loja Doppia, meus seguidores tem 5% de desconto, e os 5 primeiros compradores irão receber 10% de desconto! YAY! (basta dizer que é meu seguidor quando for fazer sua encomenda).

As encomendas são feitas por inbox através da página da marca, e você também pode conferir o trabalho pelo instagram.

Abaixo vocês podem conferir o auto-ensaio (essa palavra existe? huahau) que fiz usando o modelo "Collegio":






E aí, curtiram a parceria?

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