quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Minha primeira tattoo!


Aconteceu em menos de uma semana: decidi que iria fazer minha primeira tatuagem, defini o que seria, fiz o orçamento com a tatuadora, marquei, fiz. Algumas coisas na vida são como tirar o band-aid, você sabe que vai doer menos se não hesitar. Fazia um bom tempo, claro, que estava pensando na possibilidade, mas pra variar, não conseguia decidir o que tatuar. Trabalhei num desenho por um tempo até me tocar que não era um desenho meu que eu queria tatuar. Não é por nada, mas pra quem é artista ou trabalha com ilustração, essas coisas param de fazer sentido...

Percebi que no fundo, fazia mais sentido marcar na minha pele algo que fosse significativo, algo que eu fosse olhar todo dia e não me cansar (mesmo sabendo que isso poderia acontecer, sim, um dia...). Cheguei a conclusão que tinha que ser algo relacionado a arte, uma frase que chegasse o mais perto de definir não o que eu sou (porque pessoas mudam, o tempo todo) mas a minha essência.




Talvez o fato de ter demorado quase 26 anos pra decidir me tatuar - apesar do medo eminente de algo que ficaria ali para sempre - é que eu tinha vivido o bastante pra não me arrepender de fazer isso. Não é ter a certeza, porque como eu disse, pessoas mudam. É apenas aceitar que não existe momento certo, e que eu não me arrependeria de algo feito, pensado ou decidido com o coração. Brega, eu sei, mas esta sou eu.

Nos últimos tempos tenho praticado muito o desapego. A Mariana mais jovem tinha medo de enjoar, de se arrepender, tinha medo de algo que era definitivo, marcado ali na sua pele pra todo mundo ver. Mas então, cresci, e pensei: medo de que?! A vida é curta demais pra ter medo de viver certas experiências.




Então tenho feito muitas coisas que pra quem vê de fora parecem muito impulsivas (e talvez sejam mesmo) mas é que eu cansei de esperar. A vida está lá fora, só falta a gente se jogar. Todo bom ariano deve saber que tem coisas que só fazem sentidos quando vividos dessa forma. Você decide, faz, PAH. Claro que tive momentos de dúvida, recaídas. Me peguei imaginando uma cena em que teria me arrependido de ter feito, em que cansaria de olhar pra ela. Senti um pequeno desespero. MEU DEUS, o que estou fazendo??? Mas passou. É fácil ficar na sua zona de conforto, mas eu não desistiria assim tão fácil. E olha só, fazem 24h que estou com ela e cada minuto que passa, mais sinto que não, não irei me arrepender.

Se você está pensando em fazer uma tatuagem, se pergunte do porque você não deveria fazê-la? Algumas pessoas vão te perguntar "mas por que fazer isso?". A questão é porque não. A minha profissão não exige ter a pele limpa (e caso exija, existem maquiagens que escondem), minha família não vai me deserdar (todo mundo já sabe que sou artistinha, rebelde, diferentona hahah). Não precisa ter porque, se você quer, acha bonito, não importa a razão: faça. Se estiver com muito medo ou dúvida, converse com seus amigos, família, com um tatuador de confiança. Quem sabe, comece pequeno. Doer, dói. Mas dói no limite do suportável, senão ninguém estaria tatuando, né, miga? Eu tatuei numa região do braço bem sensível, perto da área onde a gente tira sangue, mas não morri. Mas caso você faça, e se arrependa, me isento de qualquer culpa nessa, hein?! Hahahaha. Brincadeira, sempre tem laser pra remover =X

Pra terminar, fiquem com o VLOG que gravei desse dia:





O verdicto eu já esperava: quando e onde vão ser as próximas??? Hahaha. Já estou com umas ideias...

Quem fez a minha tatuagem foi a Elisa Nobre, que eu conheci através de amigos, e me senti super segura de fazer com ela. Isso é bem importante também. Conheça o trabalho do profissional, o traço, a pegada, converse bastante e tire todas as dúvidas. A experiência é muito melhor quando você confia na pessoa que vai te tatuar. Lembrando que os cuidados "pós" também são importantes para uma boa cicatrização, por isso siga as instruções direitinho.

Espero que tenham gostado desse post! E aí, você já tem tattoo, ou gostariam de fazer alguma? Me digam qual nos comentários! =D
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