quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Um pequeno grande desabafo: HATERS GONNA HATE



Toda vez que fico com raiva, triste ou revoltada com alguma coisa, minha primeira reação é começar um "textão" no facebook. Na maioria das vezes acabo apagando ou não publicando, porque nunca leva a nada, e só me faz sentir idiota. Também penso em gravar um vídeo falando sobre o assunto, mas acho que não ficaria do jeito que eu gostaria que ficasse. Na maioria das vezes, isso passa, mas dessa vez decidi escrever um post, porque quando escrevo, além de me sentir melhor, vou vendo que muita coisa que eu tava sentindo era besteira e vou me recompondo. Então, basicamente, a única razão de eu estar escrevendo esse post é porque algumas coisas precisam ser ditas e esse é o melhor lugar pra que eu possa organizar as ideias.

Eu não poderia começar esse post sem dizer que eu entendo muito bem o que é ser criticado. Quando você se coloca no mundo, ou um trabalho seu, você está automaticamente colocando sua cara a tapa. É assim que as coisas funcionam. As pessoas vão dizer o que elas pensam, o que elas acham, e você não está imune. No começo, com o Vidas Imperfeitas, eu tive muita dificuldade pra encarar as críticas, e achava que estava sendo pessoalmente atacada (mesmo algumas vezes isso tendo acontecido sim!) mas depois aprendi a encarar as críticas como aprendizado. E também aprendi a filtrá-las. Aprender a lidar com críticas também é uma jornada de auto-conhecimento, porque você passa a confiar mais em si mesmo, e a verdade deixa de doer tanto - e todo o resto é facilmente descartado.

Mas esse post não é sobre crítica. Mas queria deixar claro que é por entender o que é ser criticado que eu sei diferenciar uma crítica de um achismo qualquer. Pessoas comentam, mandam e-mail e mandam inbox, falam o que elas querem, porque você está ali: é uma figura pública. Não é preciso ser famoso ou aparecer na Globo pra ser público, isso só quer dizer que você se expõe mais que as outras pessoas. Principalmente quando é um vídeo, porque as pessoas acham que só porque estão te vendo, elas já sabem quem é você, como é a sua vida, sua rotina, sua intimidade... 

Quem me acompanha há mais tempo sabe que eu me envolvo demais. Tudo o que eu faço, faço pensando em me conectar com as pessoas, que nada mais são do que eu mesma. Eu me vejo em muitos de vocês, leitores, seguidores do blog e do canal. Eu invisto meu tempo, meu dinheiro, meus anos de estudo, para trazer sempre um conteúdo legal. Ser blogueiro quer dizer apostar fichas no desconhecido, sem ter nada em troca, sem saber se estará ajudando alguém. Mas é ótimo saber quando ajudo, muda meu dia, meu humor, traz de volta o sentido pras coisas, sabe?

Grande parte do meu trabalho também é responder comentários em todas as redes, o máximo que eu puder. Eu gosto de fazer isso, em parte porque quero ajudar, em parte porque também sou expectadora e gosto quando respondem minhas perguntas ou comentários. É tipo um ciclo do bem. Bom, aí tem duas coisas: nem sempre tenho tempo pra responder TUDO, mas faço o que posso. Outra coisa, nessa minha jornada de ler comentários, sempre me deparo com os famosos HATERS. Algumas coisas são tão absurdas que a gente só ignora né? Teve casos em que era tão ofensivo que precisei apagar, mas foram pouquíssimas vezes. Eu não curto apagar comentários, acho que perde a autencidade do negócio. Mas então a gente chega naqueles comentários que a gente só se pergunta: por que uma pessoa se preza a isso? Só aparece lá e escreve qualquer merda que vem na mente com a desculpa de "é minha opinião".

Uma coisa que queria deixar muito clara é que apesar do meu canal ter um caráter arte-educativo por conta dos tutoriais e dicas, meu canal não é educacional. É um canal pessoal onde posto vídeos úteis para pessoas que como eu, sempre gostaram de arte e tem interesse em vestibular, cursos, etc. Então, eu queria entender mesmo porque algumas pessoas ficam chocadas e/ou ofendidas quando ouvem um palavrão nos meus vídeos. Sério?! Essa sou eu, aquela no vídeo sou eu, e apesar das edições, se você estivesse do meu lado conversando comigo, eu diria as mesmas coisas, e duvido que você ficaria chocado com um "caralho!". Vocês não fazem ideia de quantas vezes recebi um comentário do tipo, como se eu falasse muito palavrão mesmo. Fico até assustada, porque eu falo mesmo, mas passa longe, longíssimo de vááários canais de vloggers famosos. Porque fulano pode, e eu não? É porque "ele/a só fala abrobrinha mesmo"? Ou "ah, é um canal de humor/diversão"?

A pergunta que sempre fica entalada é porque as pessoas acham que por eu ser uma garota, por ser pequena e "fofa" (de acordo com terceiros, ok?) que só por causa disso, eu não posso me expressar livremente?! Sabe quando aquele familiar vinha falar pra você "não fala isso que é feio! você é menina!". Toda vez que vejo um comentário apontando isso, eu lembro dessa frase, e uma raiva cresce dentro de mim.

E o pior de tudo na verdade, é que apesar dos meus esforços, de investir meu tempo, meu dinheiro e meus anos de estudo para trazer sempre um conteúdo legal e relevante, as pessoas encanam com aquele "caralho" perdido no meio do vídeo, como se isso me definisse, ou definisse meu trabalho. Claro que não sou perfeita, sou humana, e erro como qualquer um. Eu também não acredito que crianças são demônios (essa é de um vídeo em que inocentemente falo que crianças são como demônios, depois de ter feito estágio em escola - depois decidindo por largar a licenciatura, numa escolha minha e apenas minha). Pode ter sido uma escolha infeliz, uma expressão idiota, mas não sei o que leva uma pessoa a acreditar realmente nisso, ou mandar inbox falando que não tenho Jesus no coração e que vou queimar no inferno. Quem é você? Você assiste um vídeo meu, dentre tantos outros, dentre um universo inteiro de Mariana que existe em mim, e se vê no direito de mandar esse tipo de mensagem, desrepeitando descaradamente meu direito de escolha religiosa/espiritual.

Você pode não gostar do que eu falo. Qualquer um tem o direito de não gostar, de odiar, de discordar, enfim... O que eu quero dizer é que: eu não faço vídeo pra que as pessoas gostem de mim, ou do que eu faço, eu apenas faço vídeos. Se as pessoas gostam deles, ou acreditam neles (e em mim), eu sou grata por elas. Quero que essas pessoas saibam que sem elas, é verdade, eu não teria ido tão longe, mas eu não faria algo que não concordo, ou seria outra pessoa só pra agradar qualquer uma dessas pessoas. Não. Então se você não gosta, discorda do que eu faço ou digo, apenas vá embora. Feche o vídeo, pare de seguir, e vida que segue. Tão simples.

Eu gostaria de acordar um dia e apenas não me importar com essas coisas. Eu poderia simplesmente parar de ler e responder comentários, mas não é isso que eu quero. Não é essa a minha proposta, apesar da ideia ser um pouco mais reconfortante. É triste saber que quem precisaria ler esse post jamais chegará a lê-lo, porque quem não se importa o bastante não chega no final de um post quilométrico, assim, de graça. São essas as pessoas que se prendem no artificial, na facilidade das informações fáceis, nas opiniões rasas e superficiais disfarçadas de crítica. Se você chegou até aqui, por favor, não seja essa pessoa. E é claro, meus sinceros e profundos agradecimentos.

Até a próxima, e espero que dessa vez, falando de coisas boas. =)


Comentários
12 Comentários

12 comentários:

  1. As pessoas exageram, normal.
    Talvez porque sua postura seja algo mais informal, as pessoas levem isso a sério demais. Como se tu fosse algo do tipo... o Faustão em horário nobre fazendo discurso contra a família tradicional.
    Algumas pessoas levam as coisas a sério demais.

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    1. Não acho esse tipo de atitude normal, é apenas comum, infelizmente. Só porque somos acessíveis, as pessoas comentam qualquer coisa que passa na cabeça delas, e assistindo Faustão, no máximo vão reclamar com o vizinho. Autores podem ficar mais ou menos abalados com isso, mas é algo que lidamos diariamente, então acho justo falar sobre o assunto, rs.

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    2. É verdade.
      Seja forte Mari!

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  2. É muito chato isso mesmo! Mas acho que o melhor que você faz é ignorar. Acho que já assisti mais de 3 vezes cada vídeo seu e nunca fiquei ligando pra isso. Tanto que nem lembro desses casos que comentou no texto hahaha algumas pessoas não são felizes e querem passar o mesmo sentimento para outras. Curto muito seus vídeos e tenho aprendido muito com eles :D

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    1. Fico feliz por saber que ajudo de alguma forma!! E poxa, 3x cada vídeo?! x3

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  3. Te entendo perfeitamente, Mary. E como coloquei no meu textão do FB, acredito que um dos piores comportamentos do mundo virtual vem daquele tipo de pessoa que, insatisfeita e incapaz de lidar com as próprias frustrações, vai descontar sua raiva no post, no vídeo ou na rede social mais próxima. Aí fica muito fácil odiar uma pessoa pública. Críticas construtivas sempre são bem-vindas, mas lidar com comentários do tipo "você é puta", vindos de anônimos nem sempre TÃO anônimos (já aconteceu comigo), te fazem pensar por que caraleos a criatura não despende tanta energia assim pra fazer algo realmente construtivo, seja plantar uma árvore, ajudar uma pessoa a atravessar a rua ou, simplesmente, ficar em casa dormindo, evitando o jorro desnecessário de chorume nas nossas time lines.

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    1. Poxa, tem umas situações muito chatas mesmo, que infelizmente passaremos nessa jornada. O que nos resta é seguir em frente, apesar de tudo, nem que precise de textão uma vez ou outra pra botar a cabeça no lugar (mais a nossa, pq sinceramente, as vezes acho que não tem salvação pra essa gente sem noçã)

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  4. Hoje em dia o mundo ficou doido. Lendo seu post dá para perceber dois extremos: o primeiro é o do "politicamente correto", que se encaixa com os palavrões. O segundo é o do "eu faço o que quero, pois estou na internet e me sinto imune a tudo". Realmente não deve ser fácil. As pessoas, muitas vezes, não compreendem e não respeitam o trabalho dos outros. Confunde-se "liberdade de expressão" com "libertinagem e falta de caráter". É complicado. Você sente isso tudo primeiro por ser humana, depois por ser artista e já ter uma sensibilidade mais rara. Não há nada de errado com isso. Infelizmente ter que lidar com trogloditas deste nível não deve ser nada fácil. Espero que esses ataques parem. Sucesso, =).

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