Black Silence




Uma viagem para o espaço. Um planeta misterioso.


Este quadrinho é uma obra de ficção científica ambientada num futuro distópico pós-apocalíptico. A história foca no drama psicológico dos personagens e contém um pouco de tudo que eu gosto: drama, suspense e até mesmo uma pitada de terror. Este projeto foi financiado pelo Catarse e recebeu o Troféu Angelo Agostini (Melhor Desenhista), além de 3 indicações ao Prêmio HQMix. Saiba mais abaixo.




Resumo

No futuro, a Terra está com os dias contados. Uma equipe de astronautas é convocada para fazer reconhecimento de um planeta que pode ser a única chance de sobrevivência dos seres humanos.

Lucas é um exobiólogo renomado que se encontra numa situação complicada e sua carreira está por um triz. O destino o leva até Nee, uma militar com uma reputação e tanto, que o faz uma proposta irrecusável. O que ele não sabe é que esta missão mudará tudo o que ele acreditava um dia ser verdade.




 O livro impresso tem formato americano (26x17cm), 104 páginas, com capa colorida e miolo preto e branco, impresso em papel Polen Bold 90g/m². A lombada é quadrada e acompanha orelha.




Prêmios

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TROFÉU ANGELO AGOSTINI (2017)

- Troféu Angelo Agostini de Melhor Desenhista pelo quadrinho Black Silence (2017)


INDICAÇÕES NO 29º TROFÉU HQMIX (resultados em 17/09/2017)

- Novo Talento: Desenhista
- Novo Talento: Roteirista
- Publicação Independente de Autor








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Leia na Íntegra




Personagens



“A comandante Ubuntu é dessas pessoas que, quando entra no recinto, todos ficam em silêncio. Talvez seja algo em seu olhar, de alguém que já viu e viveu coisas demais, que cai sobre nós como o peso de um julgamento. Sua reputação a precede, como uma armadura blindada, e é assim como eu a vejo: uma fortaleza. Na primeira vez que servi sob seu comando, ela me fez chorar como um garotinho que se perdeu dos pais. Depois daquele dia percebi que era disso que eu mais precisava. Ela me tornou o homem que eu precisava ser naquela corporação, e por isso sou eternamente grato. ”

Relato do soldado R.Y. 18 de setembro de 2107. Foi promovido a Tenente um ano depois.



“Ele era jovem demais quando o encontrei após um dos atentados a Milão. Ele estava deitado em seu berço, em meio aos escombros, todo coberto pelas cinzas. Então o levei para casa e cuidei dele desde esse dia. Seus pais era grandes amigos meus, mas não sobreviveram. Mas Lucas sempre fora uma criança esperta e já sabia que nada mais seria como antes. Ele seguiu meus passos e se tornou um cientista brilhante, talvez até mesmo brilhante demais para seu próprio bem, trabalhando para o governo. Ele é bom e curioso. O que seria da ciência sem isso?”

Relato falado de Anthony Caldin, Doutor em Botânica Aplicada, 8 dias antes de sua morte por leucemia. 

“Não foi fácil para uma criança crescer naquela época. Quando Yamamoto chegou ao Instituto, percebi logo de cara que era uma garota especial. Ela não falava muito, mas era como se soubesse todos os seus segredos, do jeito que ela olhava... Talvez seja por causa disso que ela não fez muitos amigos. A pressão era grande para aquelas crianças, elas eram o nosso futuro, afinal. Eram nossa esperança, e, diferente dos colegas, Yamamoto nunca reclamou, nem hesitou sequer por um segundo. Eu sempre soube que era o seu destino fazer algo grande, mas naquela época, eu ainda não sabia o que isso realmente significava. Não, eu não sabia...”

Relato de S. M., psicóloga do Instituto Kusanagi. Ano 2112.


“Era verão, e eu costumava levar o Peter até o rio assistir o degelo da água. Nunca me esquecerei daquele dia. Meu irmão mais novo olhava maravilhado os pedaços de gelo que flutuavam, até que vimos uma coisa estranha, e só nos demos conta do que era quando se aproximou o suficiente: um corpo. Então vários corpos começaram a descer o rio, um por um, e fomos tomados pelo horror. No caminho de casa, vimos homens vestidos com máscaras de gás colocando pessoas em camburões. Chegando lá, papai colocava pequenas malas no carro, então ele disse “rápido, entrem”. Fugimos para longe, mesmo assim, não importava onde fôssemos, a Guerra sempre chegava atrás de nós.”

Relato de Yuri Logrado, primeiro piloto a pisar em Marte.

“Joana é a pessoa mais competitiva que conheço. Logo no primeiro dia de treinamento, eu já sabia que ela iria querer competir comigo pra ver quem seria a primeira da sala. Eu não ligo muito pra isso, mas também não dei folga. Ela veio de uma família que lutou durante a Guerra, então ela estava lá tentando provar algum valor, ser motivo de orgulho pra eles. No fundo, sentia um pouco de inveja por ela ter tanto enquanto o resto de nós tinha tão pouco. Não éramos inimigas, mas nunca a deixei acreditar que éramos amigas, mesmo sabendo que bem lá no fundo, ela devia ser a única que se importava.”

Relato de K.L. colega de treinamento. 21 de dezembro de 2109.
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